China pesa, mas Ibovespa reduz perdas com dados nos EUA

A queda foi influenciada pelo índice dos gerentes de compras (PMI) da indústria chinesa medido pelo HSBC, preliminar de maio, que apontou contração

Eulina Oliveira, da Agência Estado,

23 de maio de 2013 | 18h33

O Ibovespa manteve-se em baixa durante todo o pregão desta quinta-feira, 23, mas reduziu substancialmente as perdas ao longo do dia e conseguiu terminar o pregão acima dos 56 mil pontos. A queda foi influenciada pelo índice dos gerentes de compras (PMI) da indústria chinesa medido pelo HSBC preliminar de maio, que apontou contração. Os papéis de empresas ligadas a commodities, entre elas Vale e Petrobras - justamente as que têm maior peso no índice - reagiram negativamente ao indicador ruim da economia chinesa. A divulgação de dados positivos nos Estados Unidos, porém, ajudou a reduzir as perdas na Bolsa, embora não tenha sido suficiente para tirar o índice do vermelho.

O Ibovespa fechou em queda de 0,14%, aos 56.349,91 pontos. Na mínima, registrou 55.379 pontos (-1,86%) e na máxima, 56.423 pontos (-0,01%).

A Bolsa paulista já abriu em queda por conta do PMI da indústria chinesa preliminar deste mês, que registrou o nível mais baixo em sete meses, recuando para 49,6. Como o dado ficou abaixo de 50, indicou contração. "O que pesou sobre o índice foi o setor de commodities, por causa do dado ruim da China", afirma Luis Gustavo Pereira, estrategista da Futura Corretora, citando Vale e Petrobras.

Vale PNA recuou 1,81% e ON, -1,87, entre as maiores quedas do Ibovespa. A China continua sendo o principal destino para os produtos da mineradora, apesar de o país asiático ter reduzido sua participação nas vendas de minério de ferro e pelotas da companhia brasileira de 55,1%, no quarto trimestre de 2012, para 48,2% no primeiro trimestre.

Petrobras, por sua vez, recuou 0,30% na PN e 0,74% na ON. "Como é ligada à commodity e tem peso no índice, as ações da estatal de petróleo caem também", disse um operador. A ação da petroleira OGX, que tem a terceira maior participação no Ibovespa, entretanto, avançou 4,47% e ficou entre as maiores altas. Profissionais do mercado não encontraram motivo para a alta do papel.

O setor financeiro foi outro que recuou nesta quinta-feira. Bradesco apareceu na lista de principais desvalorizações, com -2,64%. Itaú Unibanco cedeu 0,84%, Banco do Brasil, -0,11% e Santander, -1,63%.

O ranking de maiores quedas do Ibovespa foi formado ainda por Gol (-2,73%), Pão de Açúcar (-1,99)% e Natura (-1,67%). Na outra ponta, apareceram Vanguarda Agro (+6,44%), B2W (+3,98%), Rossi (+3,24%), Gafisa (+2,89%), MRV (+2,64%) e Duratex (+2,40%).

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