China sobe juro para frear ritmo de expansão

Após a divulgação de uma série de indicadores econômicos mostrando que a economia permanece aquecida, a China decidiu hoje elevar em 0,27 ponto porcentual as principais taxas de juro de referência do país, em mais uma tentativa de frear o ritmo de expansão de atividade econômica. O aumento entra em vigor amanhã, domingo. Com a mudança, a taxa de empréstimo de referência de um ano foi para 6,39% e a taxa de depósito (compulsório) avançou para 2,79%. É o terceiro aumento das taxas promovido pelo BC chinês desde o ano passado. A taxa de empréstimo havia sido elevada anteriormente em abril e as taxas de empréstimo e depósito, em agosto, em meio a uma série de outras medidas para conter o impulso da economia chinesa, que cresce próximo de 10% nos últimos anos. Em nota distribuída neste sábado, o BC chinês justificou dizendo que "elevar a taxa de depósito e de empréstimo da moeda é favorável à política de acompanhamento para níveis razoáveis do crédito e de crescimento nos investimentos, para manter a estabilidade básica dos preços (ao consumidor), para operar um sistema financeiro saudável e atingir crescimento equilibrado da economia e de melhora em sua estrutura". Analistas e economistas já esperavam que o banco central chinês elevasse as taxas de juro; muitos deles previam o anúncio ontem. Entre os vários indicadores econômicos divulgados ao longo das últimas semanas, o CPI, o índice de preços ao consumidor, chamou atenção, ao mostrar aceleração anual de 2,7% nos preços em fevereiro e de 2,4% nos dois primeiros meses do ano. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.