Citigroup vai receber investimento de US$ 7,5 bi de Abu Dhabi

Ações do banco americano desvalorizaram 45% desde o início do ano, encolhendo US$ 124 bilhões no mercado

Agência Estado,

27 de novembro de 2007 | 08h13

Abu Dhabi, o maior dos seis Emirados Árabes Unidos, anunciou que irá investir US$ 7,5 bilhões no Citigroup. O dinheiro será usado para amortizar as grandes perdas do banco provocadas por hipotecas e outros investimentos, segundo anúncio publicado na edição desta terça-feira, 27, do Wall Street Journal. O aporte será proveniente do Abu Dhabi Investment Authority (ADIA), braço de investimentos do Estado árabe, que tem sido beneficiado pela onda de alta nos preços do petróleo. Como resultado do investimento, o ADIA se torna um dos maiores acionistas do Citigroup, com participação de 4,9%. Segundo uma fonte próxima ao assunto, a participação do ADIA deverá superar a do príncipe saudita Alwaleed bin Talal, um dos maiores acionistas do banco norte-americano. "Esse investimento, vindo de um dos maiores e mais sofisticados investidores do mundo, provê mais capital para permitir ao Citi ir atrás de oportunidades atraentes para crescer seus negócios", disse Sir Win Bischoff, CEO interino do Citi, em comunicado. O investimento de Abu Dhabi, que deve ser concluído dentro dos próximos dias, ajudará o Citigroup a atingir sua meta de taxa de retorno sobre o capital no primeiro semestre de 2008.  Em troca do investimento, o ADIA receberá ações conversíveis do Citigroup com yield anual de 11%. Os títulos deverão ser convertidos em ações comuns a um preço entre US$ 31,83 e US$ 37,24 por ação dentro do período entre março de 2010 e setembro de 2011. O investimento não dará nenhum direito especial de propriedade no Citi e o fundo árabe não poderá nomear nenhum membro para o conselho de administração do banco.  As ações do banco americano perderam 45% de seu valor desde o início deste ano, encolhendo US$ 124 bilhões no mercado de ações, com a repercussão das más notícias sobre o montante de seus prejuízos, que levaram à renúncia do CEO Charles Prince.

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