Claro estuda incluir telefone celular no pacote da Net

A Net, a Embratel e a Claro são controladas pelo mexicano Carlos Slim Helú, terceiro homem mais rico do mundo segundo a revista Forbes. A Net já oferece um pacote que une seus serviços de TV paga e banda larga à telefonia da Embratel. Em breve, o pacote deve receber um quarto: os celulares da Claro, terceira maior operadora móvel do País."O assunto está sendo discutido", afirmou ontem João Cox, presidente da Claro. "Ainda não existe prazo. Estamos avaliando qual seria a conveniência para o cliente com mais este canal de distribuição." A estratégia de agregar telefonia fixa e móvel, internet rápida e televisão é chamada 'quadruple play'. A idéia é garantir a fidelidade do cliente ao oferecer um pacote amplo de serviços.A TVA, concorrente da Net, tem um acordo com a Telemar para prestar o serviço de telefonia, e testa a tecnologia WiMax, de banda larga sem fio, para completar o pacote com comunicações móveis. A Claro disse que não tem interesse no WiMax, cujo leilão de freqüências, feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), foi paralisado pelo Tribunal de Contas da União. "Nós nem nos credenciamos para o processo", disse Cox, que anunciou uma nova campanha publicitária, que entra no ar no fim de semana.A TIM, segunda maior operadora celular do País, foi colocada à venda mundialmente. Analistas apontaram a América Móvil, dona da Claro, e a Telefónica, que tem metade da Vivo, como as principais candidatas à compra da companhia no Brasil. "Este é um assunto dos acionistas", afirmou o presidente da Claro, que não quis responder se há interesse efetivo na aquisição. "Estamos muito tranqüilos com o crescimento orgânico."Sobre a aposta dos analistas, ele disse: "Faz mais sentido que um player do Brasil venha adquirir, se a empresa for mesmo vendida." Cox veio da Telemig Celular, que também está à venda e tem na Vivo e na Claro os principais candidatos. Comentando o caso da Telemig, ele reafirmou que aquisição é um assunto dos acionistas.Num momento em que a Oi deixou de vender aparelhos pré-pagos, comercializando somente os chips, e a TIM fala em vender menos modelos de celulares, a Claro promete manter uma estratégia agressiva. "Temos uma política bem clara de subsídios, em todos os países que atuamos", explicou o executivo. "Não vemos necessidade de ajustes hoje."Durante o Dia das Mães, a empresa chegou a vender aparelhos pré-pagos a R$ 1. "Tenho visto a concorrência querer parar de vender aparelhos", disse Cox. "Acho que é porque não tem capacidade de competir."Com 107,8 milhões de assinantes, a América Móvil, dona da Claro, é o quarto maior grupo celular do mundo, depois da China Mobile, da Vodafone e da China Unicom. No Brasil, a Claro tinha 21,8 milhões de assinantes em agosto.

Agencia Estado,

20 de setembro de 2006 | 10h04

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