Cobre acumula queda na semana; Ouro fecha em alta

Mercado foi guiado pela fraqueza do dólar ante o euro e por investidores que liquidaram posições

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2011 | 19h32

Os preços dos contratos futuros do cobre fecharam sem direção comum, recebendo suporte da fraqueza do dólar ante o euro e de investidores que liquidaram posições vendidas antes do fim de semana prolongado nos EUA para ficarem menos expostos ao mercado, mas pressionados pela decisão da China de elevar sua taxa de compulsório bancário.

 

O país asiático é o maior consumidor de cobre do mundo e os participantes do mercado de metais básicos temem que medidas de aperto monetário por parte do governo chinês reduzam a demanda local por matérias-primas.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME) o contrato do cobre para três meses fechou em alta de US$ 54,00, ou 0,55%, a US$ 9.859,00 por tonelada, acumulando queda de 1,01% na semana. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para março caiu US$ 0,002, ou 0,04%, para US$ 4,4820 por libra-peso, recuando 1,19% na semana.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 81,00, a US$ 2.665,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco avançou US$ 42,00, para US$ 2.553,00 por tonelada. O contrato do alumínio subiu US$ 56,00, para US$ 2.568,00 por tonelada. O contrato do níquel ganhou US$ 665,00 e encerrou a sessão a US$ 29.150,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 720,00 a US$ 32.345,00 por tonelada.

 

Mais cedo, o Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país) informou que vai elevar a taxa do compulsório bancário em 0,50 ponto porcentual a partir da próxima quinta-feira. Esse é o segundo aumento no compulsório chinês neste ano.

 

Perto do horário de fechamento dos mercados de metais, o dólar caía ante o euro, pressionado por comentários do presidente do banco central da Itália, Mario Draghi, defendendo mais austeridade no combate à inflação por parte do Banco Central Europeu. O declínio do dólar ajudou o cobre, tornando-o mais barato para os detentores da moeda europeia. "Foi suficiente para afastar as notícias ruins vindas da China", disse Bob Haberkorn, estrategista de mercado da Lind-Waldock.

 

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para abril negociado na Comex fechou em alta de US$ 3,50, ou 0,25%, a US$ 1.388,60 por onça-troy, e subiu 2,07% na semana, impulsionado pelo fato de o Egito ter autorizado dois navios de guerra do Irã a atravessar o Canal de Suez em direção ao Mar Mediterrâneo. A movimentação dos navios iranianos foi classificada por Israel nesta semana como uma "provocação".

 

"Temos um pouco de incerteza dando suporte ao mercado", disse o analista Ralph Preston, da Heritage West Financial. As informações são da Dow Jones.

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