Cobre cai com alta dos estoques nos Estados Unidos

Problema técnico na bolsa de Londres interrompeu as atividades no pregão eletrônico por uma hora e meia

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

25 de janeiro de 2011 | 20h45

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em queda, pressionados por um aumento nos estoques de cobre, por dados que mostraram um declínio nos preços das moradias nos EUA e por um problema técnico na London Metal Exchange (LME) que interrompeu as atividades no pregão eletrônico por uma hora e meia, contribuindo para elevar a volatilidade do mercado.

 

Dados divulgados hoje mostraram que os estoques de cobre da LME cresceram 7.575 toneladas nesta terça-feira, para 389.075 toneladas. "O fato de os estoques estarem crescendo sugere que talvez a demanda não esteja tão forte quanto as pessoas esperavam", disse o analista Stephen Platt, da Archer Financial Services.

 

Além disso, o índice de preços de imóveis residenciais S&P Case-Shiller para 20 cidades dos EUA caiu 1,0% em novembro em relação a outubro e 1,6% em comparação a novembro de 2009. Economistas consultados pela Dow Jones previam uma queda de 1,4% em termos anuais.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da LME o contrato do cobre para três meses fechou em baixa de US$ 284,00, ou 2,98%, a US$ 9.245,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para março caiu US$ 0,1225, ou 2,82%, para US$ 4,2260 por libra-peso - menor nível de fechamento desde 20 de dezembro.

 

Segundo o analista Dan Smith, do Standard Chartered, um fechamento abaixo de US$ 9.205,00 por tonelada para o cobre poderia dar início a um declínio acentuado nos preços da commodity. "Parece haver um reconhecimento do fato de que os preços do metal subiram bastante e muito rapidamente, o mercado está tentando encontrar um valor mais justo", acrescentou.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 69,00, a US$ 2.336,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco recuou US$ 81,00, para US$ 2.221,00 por tonelada. O contrato do alumínio caiu US$ 53,00, para US$ 2.360,00 por tonelada. O contrato do níquel teve perda de US$ 250,00 e encerrou o dia a US$ 25.900,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 100,00 a US$ 28.190,00 por tonelada.

 

No segmento dos metais preciosos, o contrato do ouro para fevereiro negociado na Comex caiu US$ 12,20, ou 0,91%, para US$ 1.332,30 por onça-troy, com mínima intraday de US$ 1.321,90 por onça-troy - menor preço desde 27 de outubro. Até este momento, o ouro acumula queda de 6,7% em 2011, pressionado pela confiança crescente dos investidores na recuperação da economia.

 

A desvalorização do metal, no entanto, também está contribuindo para o declínio recente nos preços, já que muitos investidores estão decidindo sair do mercado para evitar ou reduzir prejuízos. "Ninguém sabe qual será o piso", disse Bob Haberkorn, estrategista de mercado da Lind-Waldock. "Os operadores estão esperando para ver qual será a reação quando chegarmos aos US$ 1.320", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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