Cobre cai por receio com valorização do Petróleo

Mercado foi pressionado pelos receios com o impacto negativo da apreciação do petróleo sobre a recuperação da economia mundial

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 19h50

Os preços dos contratos futuros do cobre fecharam em queda, novamente pressionados pelos receios com o impacto negativo da apreciação do petróleo sobre a recuperação da economia mundial.

 

Mais cedo, o valor do barril tocou US$ 100 na New York Mercantile Exchange (Nymex) pela primeira vez em mais de dois anos, diante das preocupações com a possibilidade de a Líbia interromper seu fornecimento da commodity em meio aos conflitos violentos entre as forças de segurança locais e os manifestantes contrários ao governo. "O aumento acentuado nos preços do petróleo deve minar a recuperação da economia mundial", disse o analista de futuros e corretor Michael Gross, da OptionSellers.com.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME) o contrato do cobre para três meses fechou em baixa de US$ 155,00, ou 1,62%, a US$ 9.425,00 por tonelada, com mínima intraday de US$ 9.375,00 por tonelada - o nível mais baixo em quatro semanas. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para março caiu US$ 0,0715, ou 1,64%, para US$ 4,2755 por libra-peso.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em baixa de US$ 26,50, a US$ 2.538,50 por tonelada, enquanto o contrato do zinco avançou US$ 9,00, para US$ 2.494,00 por tonelada. O contrato do alumínio subiu US$ 2,50, para US$ 2.530,00 por tonelada. O contrato do níquel ganhou US$ 30,00 e encerrou a sessão a US$ 28.680,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em queda de US$ 100,00 a US$ 31.500,00 por tonelada.

 

"Pela primeira vez desde meados de novembro de 2010, quando os receios sobre a dívida da zona do euro cresceram, as expectativas macroeconômicas assumiram o papel central no mecanismo de determinação dos preços" dos metais básicos, disseram analistas do Barclays Capital em um comunicado.

 

No segmento dos metais preciosos, o contrato do ouro para abril negociado na Comex subiu US$ 12,90, ou 0,92%, para US$ 1.414,00 por onça-troy, impulsionado pelos receios com a tensão na Líbia. "O ouro é um ativo que serve como abrigo contra a incerteza e no momento há uma quantidade crescente de dúvidas", disse Chuck Butler, presidente do EverBank World Markets. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.