Cobre e ouro avançam com expectativa de pacote para Grécia

Os contratos futuros dos metais básicos continuaram a se recuperar, graças ao grande apetite pelo risco nos mercados. O bom humor foi ampliado pela especulação de que a União Europeia pode formular um pacote de ajuda para Grécia, que enfrenta um déficit orçamentário, na reunião dos líderes europeus, que ocorrerá na quinta-feira, em Bruxelas.

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

09 de fevereiro de 2010 | 17h55

 

As commodities foram duramente afetadas na semana passada, com os investidores fugindo dos ativos considerados arriscados, tais como metais, e buscando dólares, já que as preocupações com as dívidas soberanas de alguns países europeus cresceram.

 

O contrato do cobre para março negociado na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu US$ 0,0740, ou 2,54%, para US$ 2,9870 por libra-peso, com máxima de US$ 3,0040 e mínima de US$ 2,8765 ao longo da sessão.

 

Na London Metal Exchange (LME), no encerramento da rodada livre de negócios (kerb) da tarde, o contrato do cobre para três meses ganhou US$ 139,00, para US$ 6.585,00 por tonelada.

 

Entre outros metais básicos negociados em Londres, o contrato do chumbo avançou US$ 68,00, para US$ 2.032,50 por tonelada, enquanto o contrato do zinco fechou em alta de US$ 82,00, a US$ 2.104,00 por tonelada. O alumínio subiu US$ 44,00, a US$ 2.056,00 por tonelada.

 

Já o níquel fechou em alta de US$ 275,00, a US$ 17.550,00 por tonelada, enquanto o estanho aumentou US$ 255,00, para US$ 15.450,00 por tonelada.

 

"Na semana passada ocorreu uma correção em todos os mercados, devido ao aumento da aversão ao risco com os temores de um contágio proveniente dos déficits orçamentários europeus", afirmou o Morgan Stanley.

 

Diante da diminuição dos temores, os investidores estão voltando para o mercado de metais básicos e alguns analistas disseram que a queda recente é um bom ponto de entrada. "Nós acreditamos que esta é uma grande oportunidade para comprar commodities", ressaltou o banco.

 

Apesar das altas registradas, os preços dos metais continuam vulneráveis. Rodadas futuras de aversão ao risco podem levar a uma queda dos preços do metais e muitos analistas estão "atribuindo o avanço dos metais ao forte crescimento chinês".

 

O governo da China divulgará amanhã os dados de importação de aço pelo país em janeiro e o mercado projeta uma alta, mas operadores alertam que a estimativa por importações maiores nos próximos meses seria otimista demais.

 

Além disso a Moody's disse que a demanda dos EUA e da Europa vai demorar mais tempo para se recuperar do que a demanda asiática, tendo em vista que suas economias estão melhorando vagarosamente.

 

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para abril negociado na Comex avançou US$ 11,00, ou 1%, para US$ 1.077,20 por onça-troy, com mínima de US$ 1.063,10 e máxima de US$ 1.082,00 ao longo da sessão. A alta do metal foi motivada pelos ganhos das ações e pela depreciação do dólar.

 

Os investidores estão migrando para ativos mais arriscados, como ações de empresas, para moedas com yields mais altos e para os metais, já que as preocupações com os déficits orçamentários de alguns países europeus diminuíram com os rumores sobre um pacote de ajuda à Grécia. Nos últimos meses, o ouro foi comercializado como um ativo de risco, o que significa que os investidores o compram quando sentem mais segurança sobre a economia e vendem a commodity em troca de moedas mais seguras como o dólar e o iene quando estão mais temerosos.

 

 As informações são da Dow Jones.

 

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