Cobre e ouro fecham acima de nível de resistência

Fortalecimento do euro também deu suporte aos metais básicos e outras commodities negociadas em dólar, como petróleo

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

29 de março de 2010 | 15h53

O cobre subiu para a máxima em 11 semanas na London Metal Exchange (LME), impulsionado pela aceleração na demanda chinesa e por compras de fundos. Um fortalecimento do euro também deu suporte aos metais básicos e outras commodities precificadas em dólar - como o petróleo -, enquanto a alta dos mercados de ações globais proporcionou um pano de fundo positivo.

 

A alta do cobre acelerou depois que o metal rompeu a resistência ao redor de US$ 7.600 por tonelada, que "vinha sendo um forte obstáculo" ao metal, segundo um trader em Londres. Isso forçou os vendidos a descoberto a cobrirem aquelas posições e levou ao surgimento de novas compras técnicas, segundo traders.

 

Os contratos de cobre para três meses dispararam US$ 250,50 (3,3%) e fecharam a US$ 7.765,00 por tonelada na rodada livre de negócios (kerb) da tarde. Os contratos de níquel para três meses subiram US$ 395,00 e fecharam a US$ 23.995,00 por tonelada. Os contratos de zinco para três meses avançaram US$ 103,00 e fecharam a US$ 2.332,00 por tonelada.

 

Um inesperado declínio nos estoques de cobre nos armazéns da Shanghai Futures Exchange, segundo relatório semanal divulgado na sexta-feira, foi resultado de uma aceleração nas compras de consumidores chineses, segundo o analista do Standard Bank Leon Westgate.

 

Os sinais de interesse de compra na China, combinado com uma recuperação no apetite por risco dos investidores desde que a União Europeia anunciou um acordo para um mecanismo de socorro para a Grécia, conduziu a novas compras de fundos, segundo traders. "Eu penso que estamos vendo novo fluxo de dinheiro nas commodities novamente", disse um trader sênior de metais em Londres.

 

Os traders disseram que o cobre pode consolidar sua nova faixa de oscilação se conseguir fechar acima de US$ 7.600 por tonelada por dois dias seguidos. Se o cobre vai conseguir ampliar os ganhos de hoje nesta terça-feira isso vai depender de uma firme demanda de importação da China, disse Westgate. "Eu não faria uma leitura muito excessiva do movimento (de hoje). Eu quer ver compras sustentadas da China depois do feriado de Páscoa."

 

Com relação ao níquel, muitos analistas concordam que é pouco provável que o metal mantenha a tendência de alta. O Goldman Sachs reafirmou sua previsão pessimista para o metal, citando a retomada da produção da Vale Inco no Canadá, afetada por uma greve de trabalhadores sindicalizados.

 

Os contratos de chumbo para três meses subiram US$ 26,00 e fecharam a US$ 2.151,00 por tonelada no kerb da tarde; os contratos de alumínio para três meses avançaram US$ 62,50 e fecharam a US$ 2.282,50 por tonelada; os contratos de estanho para três meses subiram US$ 375,00 e fecharam a US$ 18.025.00 por tonelada.

 

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de cobre alcançaram a máxima intraday de US$ 3,5380 por libra peso - seu nível mais alto desde 7 de janeiro -, impulsionados pela queda dos estoques. "Os estoques estão caindo... É uma influência positiva", disse Stephen Platt, analista da Archer Financial Services. Os fundos também estavam comprando o metal em meio à fraqueza do dólar.

 

Os contratos de cobre para maio - os mais líquidos - subiram US$ 0,1325 (3,89%) e fecharam a US$ 3,5355 por libra peso.

 

Os futuros de ouro negociados na Comex também subiram, refletindo o interesse dos investidores em assumir posições de maior risco. Como os investidores estavam menos interessados em comprar dólar, "o dinheiro voltou para as commodities hoje", disse Platt. Os futuros de prata avançaram em linha com a alta dos preços do cobre, uma vez que o metal prateado também possui aplicação industrial.

 

Os contratos de ouro para junho - mais líquidos - subiram US$ 6,10 (0,55%) e fecharam a US$ 1.111,50 por onça-troy; os contratos de prata maio - mais líquidos - avançaram US$ 0,481 (2,85%) e fecharam a US$ 17,387 por onça-troy. As informações são da Dow Jones.

 

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