Cobre e ouro fecham em alta apesar de temores com euro

A alta do níquel, de 4%, foi a maior entre os metais básicos, seguida pela valorização do alumínio

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

24 de maio de 2010 | 16h05

Os metais básicos fecharam em alta na London Metal Exchange (LME), na esteira de dados melhores que o esperado sobre o setor de moradia dos EUA. Na Comex, setor de metais da bolsa mercantil de Nova York, os contratos futuros de cobre fecharam em alta acentuada pela segunda sessão consecutiva, num sinal de que o metal encontra-se numa faixa de preço atraente apesar dos temores com relação ao crescimento global.

Na Comex, o contrato do cobre com entrega prevista para julho - de maior liquidez - subiu US$ 0,0865, ou 2,83%, fechando em US$ 3,1475 por libra-peso. O cobre depreciou-se quase 20% desde o início de abril, indo a menos de US$ 2,90 por libra-peso na semana passada. O metal subiu 4% na sexta-feira, quando os participantes começaram a cobrir suas apostas de queda dos preços.

Na rodada livre de negócios (kerb) da LME, os contratos futuros de cobre para três meses fecharam em alta de US$ 65,00, ou 0,95%, a US$ 6.905,00 por tonelada. Um trader londrino disse trabalhar com a perspectiva de que o preço do cobre retomará o declínio. "Com o preço abaixo dos suportes técnicos, um mercado físico tranquilo e a China desacelerando, acho que testaremos as mínimas."

Entre os demais metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 19,00, a US$ 1.829,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco avançou US$ 35,00, para US$ 1.925,00 por tonelada. O contrato do alumínio subiu US$ 28,00, para US$ 2.083,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel avançou US$ 850,00, para US$ 22.200,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 150,00, a US$ 17.725,00 por tonelada.

A alta do níquel, de 4%, foi a maior entre os metais básicos na LME, seguida pela valorização do alumínio, que se recuperou sustentado pela elevação dos preços do petróleo. Walter de Wet, analista do Standard Bank, comentou que o declínio dos estoques de níquel na Ásia, onde a produção de aço inoxidável mantém-se estável, deu suporte ao metal.

No entanto, a recuperação dos preços dos metais básicos pouco contribuiu para melhorar o sentimento dos investidores, com analistas e traders ainda favoráveis a uma postura mais cautelosa diante deste mercado.

Ed Meir, analista da MF Global, opinou que os metais deviam se recuperar devido ao tanto que caíram, mas pode ser que não tenham chegado ao fim do ajuste. "Levando-se em conta o nervosismo dos investidores, a possibilidade de uma surpresa negativa pode facilmente desencadear vendas", escreveu Meir em relatório divulgado hoje.

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para junho negociado na Comex fechou em alta de US$ 17,90, a US$ 1.194,00 por onça-troy, em meio à busca dos investidores por portos seguros. "Todos estão procurando uma desculpa para comprar ouro", disse Craig Ross, vice-presidente da ApexFutures.com. "A desculpa de hoje é o nervosismo com o euro."

A moeda europeia operava em queda acentuada no início da sessão em Nova York, pressionada pela preocupação recorrente com as dívidas soberanas de países periféricos europeus. Os investidores questionam se os governos serão capazes de aplicar medidas impopulares de austeridade fiscal para controlar os déficits. As informações são da Dow Jones.

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