Cobre encerra pregão em nível recorde de valorização

Mercado reagiu a dados fortes de importações da China em novembro e à notícia de que uma mina chilena declarou força maior para os contratos de venda de concentrado da commodity

Renato Martins, da Agência Estado,

21 de dezembro de 2010 | 17h50

Os metais básicos fecharam em alta na London Metals Exchange (LME), liderados pelo cobre, cujo preço reagiu aos dados fortes de importações do metal pela China em novembro e à notícia de que a mina chilena Doña Inés Collahuasi declarou força maior para os contratos de venda de concentrado de cobre, por causa de um acidente em seu principal porto de exportação. Na Comex, divisão da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de cobre fecharam no nível mais alto de todos os tempos.

Segundo o analista Edward Meir, da MF Global, "dois fechamentos acima de US$ 9.267 por tonelada métrica, a máxima anterior, deverão armar o cenário para mais avanços". Na LME, os contratos de cobre para três meses fecharam a US$ 9.365 por tonelada, em alta de US$ 164 (1,8%), depois de ter alcançado a máxima intraday de US$ 9.392 por tonelada.

Na Comex, os contratos de cobre para março fecharam a US$ 4,2760 por libra-peso, nível mais alto de todos os tempos, em alta de US$ 0,0700 (1,66%).

Os contratos futuros de ouro, por sua vez, voltaram a fechar em alta, apesar da nova queda do euro frente ao dólar. Normalmente, altas do dólar não favorecem ganhos nos preços do ouro, porque o metal fica mais caro para compradores que usam outras moedas. Nos últimos dias, porém, os temores quanto à dívida de alguns países europeus têm levado alguns investidores a buscar a segurança do ouro mesmo quando o euro recua diante do dólar.

"O ambiente externo continua favorável ao ouro, à luz de tensões geopolíticas crescentes, maior incerteza quanto à dívida soberana europeia e taxas de juro baixas", escreveram em nota a clientes os analistas do Barclays Capital.

Na Comex, os contratos de ouro para fevereiro fecharam a US$ 1.388,80 por onça-troy, em alta de US$ 2,70 (0,19%). As informações são da Dow Jones.

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