Cobre enfrenta resistência próximo a US$ 10.000 a tonelada

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME caía 1% desde a abertura para US$ 9.913,00 a tonelada

Cynthia Decloedt, da Agência Estado ,

16 de fevereiro de 2011 | 11h26

O cobre enfrenta resistência para superar US$ 9.900,00 a tonelada na London Metal Exchange (LME), depois de atingir uma máxima recorde de US$ 10.190,00 a tonelada ontem. A pressão é exercida pelas preocupações de que a elevada inflação no mundo promova alta no juro e desaceleração econômica nos mercados do metal.

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME caía 1% desde a abertura para US$ 9.913,00 a tonelada. Na mínima intraday, foi a US$ 9.886,00 a tonelada. Às 10h51 (de Brasília), o contrato do cobre para três cedia 0,52% para US$ 4,5120 por libra peso.

A divulgação dos dados sobre a inflação no Reino Unido e na China ontem pesou no complexo. Uma parte dos metais recuperou-se nesta quarta-feira, mas o cobre não conseguiu ultrapassar o nível psicologicamente importante de US$ 10.000,00 a tonelada, levando alguns participantes do mercado a duvidar da capacidade de sustentação do metal a uma nova correção de baixa dos preços.

Traders continuam de lado, mantendo suas posições compradas ou suas carteiras zeradas, diante de uma crescente antecipação de correção, disse um broker.

O elevado preço do cobre também deixa o metal vulnerável a uma eventual substituição em seu uso por materiais alternativos mais baratos, como o alumínio e o plástico, disse o analista do Credit Agricole, Robin Bhar.

As aplicações do cobre que correm maior risco de substituição são em tubulações, coberturas e instalações industriais de ar condicionado e de refrigeração, diz Bhar. O cobre para coberturas, muito utilizado nas construções na Europa e no Reino Unido, está sendo substituído pelo zinco, observou o analista.

O estanho também devolvia parte da alta de ontem, que projetou o metal para o recorde de alta de US$ 32.799,00 a tonelada. Apesar dos impressionantes ganhos registrados desde o início do ano, a atual estagnação dos preços do estanho é prova de que também não está imune a uma correção, se o humor do mercado ficar negativo, disseram os traders.

No mesmo horário acima, o contrato do estanho para três meses estava em US$ 32.500,00 a tonelada, estável no dia.

Entre outros metais, o alumínio subia 0,1% para US$ 2.508,00 a tonelada, o zinco avançava 0,8% para US$ 2.511,00 a tonelada e o níquel cedia 0,1% para US$ 28.713,00 a tonelada; o chumbo recuava 0,8% para US$ 2.612,75 a tonelada. As informações são da Dow Jones.

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