Cobre fecha em alta acompanhando ações

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da LME, o contrato do cobre para três meses subiu US$ 24,50, ou 0,38%, para US$ 6.509,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

19 de julho de 2010 | 16h35

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam sem direção comum, embora o cobre tenha conseguido uma leve valorização durante o pregão, acompanhando o movimento das bolsas norte-americanas e recebendo um suporte tímido da queda nos estoques da London Metal Exchange (LME).

 

"Os fundamentos não mudaram", disse Larry Young, presidente da Covenant Trading. Segundo ele, diante desse quadro, os metais acompanharam os movimentos nos mercados de ações e de câmbio, que vêm sendo utilizados pelos investidores como termômetros da confiança no crescimento da economia mundial.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da LME, o contrato do cobre para três meses subiu US$ 24,50, ou 0,38%, para US$ 6.509,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para setembro avançou US$ 0,0085, ou 0,29%, para US$ 2,9380 por libra-peso, com mínima de US$ 2,9250 e máxima de US$ 2,9625 ao longo da sessão.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 4,50 a US$ 1.774,50 por tonelada, enquanto o contrato do zinco subiu US$ 12,00, para US$ 1.808,00 por tonelada. O contrato do alumínio recuou US$ 7,00, para US$ 1.971,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel perdeu US$ 150,00, para US$ 18.800,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 220,00, a US$ 17.945,00 por tonelada.

 

O mercado de metais segue sem direção, com um volume de negociações baixo decorrente da diminuição sazonal na demanda, provocada pelas férias de verão no hemisfério norte. "Nós realmente estamos na parte mais profunda do desaquecimento sazonal", disse o analista do Citigroup, David Thurtell, em Londres.

Dados que mostraram um declínio na confiança das construtoras norte-americanas para o menor nível desde abril de 2009 pesaram tanto sobre os metais quanto sobre os mercados financeiros internacionais, embora não tenham impedido o avanço das ações nos EUA. Perto do horário de fechamento do mercado de metais básicos, o índice Dow Jones subia 0,4%.

 

Além disso, houve uma queda de 3.575 toneladas nos estoques de cobre da LME nesta segunda-feira, para 422.850 toneladas. Em julho, os estoques do metal acumulam declínio de 6%.

 

Analistas afirmaram que os preços dos metais devem continuar dentro do intervalo recente nesta semana, embora possam reagir aos balanços corporativos do segundo trimestre divulgados a partir de hoje e aos resultados dos testes de estresse aplicados sobre os bancos da Europa, que devem sair na sexta-feira.

 

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro caiu US$ 6,30, ou 0,53%, para US$ 1.181,90 por onça-troy - o menor preço de fechamento desde 21 de maio. "Simplesmente não temos nenhum fator que gere medo no momento", disse Frank Lesh, operador e analista da FuturePath Trading. O ouro atingiu um nível recorde em junho impulsionado pelos receios com a possibilidade de uma crise na Europa, que diminuíram desde então. As informações são da Dow Jones.

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