Cobre fecha em alta com compras de fundos

Na Comex, divisão de metais da Nymex, o contrato do cobre para setembro avançou 2,16%, para US$ 3,0015 por libra-peso

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

20 de julho de 2010 | 16h54

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta, impulsionados por compras de fundos e pela cobertura de posições vendidas, embora dados divulgados mais cedo sobre o setor de construção dos EUA tenham pesado sobre o mercado.

 

Segundo o Departamento de Comércio norte-americano, o número de obras de imóveis residenciais iniciadas caiu 5% em junho, para a média anual sazonalmente ajustada de 549 mil, o menor nível desde outubro de 2009. Já as permissões para novas construções subiram 2,1% em junho, atingindo a média anual de 586 mil.

 

"O avanço é um pouco misterioso para mim, porque os dados (econômicos) foram ruins", disse um operador de Londres. Ele acrescentou que a demanda por cobre pode estar numa situação melhor que a estimada, visto que o preço do metal está sendo negociado na London Metal Exchange (LME) com um prêmio em relação ao do mercado à vista da China. "Talvez as pessoas estejam acordando para o mercado chinês."

 

Segundo outro operador londrino, investidores que assumiram posições vendidas nos metais na expectativa de que resultados corporativos potencialmente fracos pesariam sobre os preços provavelmente foram forçados a desfazer suas apostas após a entrada de alguns fundos no mercado.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da LME, o contrato do cobre para três meses subiu US$ 131,00, ou 2,01%, para US$ 6.640,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para setembro avançou US$ 0,0635, ou 2,16%, para US$ 3,0015 por libra-peso, com mínima de US$ 2,9315 e máxima de US$ 3,0170 ao longo da sessão.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 64,50 a US$ 1.839,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco subiu US$ 66,50, para US$ 1.874,50 por tonelada. O contrato do alumínio ficou estável em US$ 1.971,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel ganhou US$ 300,00, para US$ 19.100,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 290,00, a US$ 18.235,00 por tonelada.

 

No segmento de metais preciosos, o contrato do ouro para agosto subiu US$ 9,80, ou 0,83%, para US$ 1.191,70 por onça-troy, impulsionado por compras de pechincha, visto que os preços do metal estão mais de 5% abaixo das máximas registradas em junho e ontem fecharam no menor nível desde o final de maio pela segunda sessão consecutiva, refletindo a

diminuição nos receios com a saúde da economia global.

 

A demanda por ouro tende a crescer em períodos turbulentos para a economia porque alguns investidores creem que os metais preciosos retém mais valor do que outros ativos durante essas épocas. Alguns desses investidores migraram para outros mercados recentemente, como o de ações e o de câmbio, mas ainda há incerteza suficiente para dar suporte aos preços do ouro, segundo o analista Stephen Platt, da Archer Financial Services. "Acho que as pessoas ainda estão relativamente preocupadas com o futuro", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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