Cobre fecha em queda com temor sobre juros na China

Na Comex, contrato do cobre fechou com queda de 1,87%, em US$ 4,1655 por libra-peso 

Clarissa Mangueira, da Agência Estado ,

29 de abril de 2011 | 16h19

Os contratos futuros do cobre ampliaram suas perdas apesar do suporte dado pela queda do dólar, enquanto os baixos volumes de negociações ampliaram os temores de que a China possa elevar as taxas de juros no final de semana. No mercado de metais preciosos, os contratos futuros do ouro superaram US$ 1.550,00 por onça-troy e fecharam num novo patamar recorde.

A China é o maior consumidor de cobre do mundo, representando cerca de 40% da demanda mundial, e sua batalha contra a inflação tem levado as autoridades a elevarem as taxas de juros a fim de esfriar o crescimento econômico. Essas medidas reduziram as compras de cobre por produtores manufatureiros e construtores, pressionando a demanda pelo metal.

Na Comex, divisão de metais da Nymex, o contrato do cobre para maio fechou com queda de US$ 0,0795, ou 1,87%, em US$ 4,1655 por libra-peso. Na semana, o metal acumulou queda de 5,45%. O contrato mais comercializado, com entrega para julho, encerrou com baixa de US$ 0,0825, ou 1,9%, em US$ 4,1790 por libra-peso.

Os preços do cobre recuaram antes do final de semana com as preocupações de que o Banco do Povo da China (PBOC) possa subir as taxas de juros durante as celebrações chinesas do Dia do Trabalho na segunda-feira. O banco tem um histórico de anúncios de mudanças de política monetária em feriados e fins de semana.

A London Metal Exchange (LME) não abriu hoje devido ao casamento real no país e continuará fechada na segunda-feira em razão do feriado bancário.

Dados contraditórios dos estoques do cobre, que mostraram uma queda na China, mas um alta nos armazéns da LME, podem nublar ainda mais a perspectiva para o metal. Os estoques são considerados um indicador de demanda. No entanto, as preocupações sobre estoques secretos de cobre na China pressionaram os preços do metal nos últimos meses.

Os estoques de cobre nos armazéns da Shanghai Futures Exchange atingiram o menor patamar em três meses hoje. Os estoques caíram 10.808 toneladas, para 128.268 toneladas, de acordo com um relatório semanal da bolsa. No entanto, os estoques do cobre nos entrepostos aduaneiros - zonas francas monitoradas pela bolsa - subiram 902 toneladas para 31.006 toneladas.

Os estoques do cobre na LME avançaram 150 toneladas, para 463.650 toneladas na quinta-feira, em comparação com o volume do dia anterior. O relatório diário da bolsa mostrou elevações dos estoques todos os dias durante as duas últimas semanas.

Os armazéns da Comex não mostraram nenhuma mudança nos estoques de cobre na quinta-feira, o dia mais recente para qual os dados estavam disponíveis. Atualmente, os estoques estão em 83.139 toneladas.

Entre os metais preciosos, o ouro continuou sua escalada, em meio ao enfraquecimento dólar, superando o nível de US$ 1.550,00 por onça-troy.

O histórico rali do metal parece que não terá um fim em breve, tendo em vista que as taxas de juros dos EUA estão previstas para continuarem em seus patamares baixos por algum tempo, mantendo o forte investimento especulativo no ouro, ao mesmo tempo em que a demanda por uma proteção contra pressões inflacionárias globais está em alta. O contrato do ouro para junho fechou em alta de US$ 25,2, ou 1,65%, em US$ 1.556,40 por onça-troy na Comex - nível recorde de fechamento. O metal acumulou alta de 3,50% na semana. As informações são da Dow Jones.

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