Cobre fecha no maior nível em quatro meses; ouro fica estável

Contrato de cobre mais negociado, com entrega para dezembro, fechou com alta de US$ 0,045 (1,33%), a US$ 3,4295 por libra-peso

Álvaro Campos, da Agência Estado,

30 de agosto de 2010 | 17h13

Os contratos futuros do cobre fecharam em alta na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), chegando ao maior nível em quatro meses, em meio a um pequeno volume de negócios. O metal, bastante utilizado na indústria, foi impulsionado pelas projeções sobre a demanda futura após os comentários do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que na semana passada indicou que o banco central poderia adotar novas medidas para ajudar na recuperação a economia, se necessário.

 

O contrato de cobre mais negociado, com entrega para dezembro, fechou com alta de US$ 0,045 (1,33%), a US$ 3,4295 por libra-peso. Esse é o maior nível de fechamento desde 26 de abril.

 

"O que nós observamos hoje foi uma leve reação residual aos comentários do Fed na sexta-feira", disse Michael Gross, corretor e analista da OptionsSellers.com. Na sexta-feira, o cobre fechou com ganho de 1,8%, após Bernanke ressaltar que o banco central está pronto para dar suporte à economia, que está perdendo força.

 

O preço do cobre é particularmente sensível a ciclos econômicos porque o metal é amplamente utilizado na fabricação de canos, cabos e na construção civil, produção de automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

 

Os preços do metal já subiram quase 24% em relação à mínima de oito meses atingida em junho, em meio a receios sobre a crise da dívida soberana na Europa. Mas a compra talvez possa ter sido "exagerada" quando comparada com a demanda básica real, ou a demanda potencial, disse Gross.

 

Embora possa estar acontecendo uma reposição de estoques entre os usuários de cobre, o preço do metal ainda pode estar além do nível garantido pela demanda e a oferta, disse Frank Lesh, corretor e analista da FuturePath Trading. "Estou um pouco surpreso com esse fortalecimento".

 

Um volume de negócios menor do que o comum também pode ter colaborado com a forte valorização do cobre hoje, com os mercados em Londres - um dos maiores centros de comércio de metais básicos do mundo - fechados devido a um feriado bancário no Reino Unido.

 

Os dados mais recentes sobre os estoques na Comex, divulgados na tarde da última sexta-feira, mostraram uma queda de 66 toneladas, a 95.741 toneladas.

 

Hoje o Chile, que responde por quase um terço da produção mundial de cobre, divulgou que sua produção cresceu 6,3% em julho, para 454.178 toneladas, na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram produzidas 427.308

toneladas do metal. O aumento foi parcialmente motivado pela expansão de 18,1% na produção de concentrados de cobre

durante o período.

 

Entre os metais preciosos, o ouro continuou a subir, com os participantes do mercado cautelosos em relação à recuperação econômica e antecipando um retorno de compras mais robustas do metal em setembro. O contrato mais negociado na Comex, com entrega para dezembro, fechou com alta de US$ 1,30 (0,11%), a US$ 1.239,20 por onça-troy.

 

O ouro geralmente é considerado um "porto seguro" porque não é ligado a ciclos econômicos. Os preços do metal também tendem a subir com os fabricantes aumentando a produção de joias, antecedendo festivais e casamentos na Índia, o maior mercado de ouro do mundo, e antes dos feriados nos países desenvolvidos. "Investidores vão voltar ao mercado nesta semana após um período de atividade reduzida em agosto", comentou Carlos Sanchez, diretor de pesquisa do CPM Group. As informações são da Dow Jones.

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