Cobre recua em Londres e NY com recessão no Japão

Os preços do cobre operam em baixa em Londres e Nova York, influenciados por uma recessão inesperada no Japão e pela tendência de valorização do dólar.

Estadão Conteúdo

17 de novembro de 2014 | 09h14

Nos negócios da manhã na Europa, o contrato do cobre para três meses caía 0,3% na London Metal Exchange (LME), a US$ 6.684,00 por tonelada. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro recuava 0,36%, a US$ 3,0355 por libra-peso, às 9h06 (de Brasília).

Entre julho e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) japonês encolheu pelo segundo trimestre consecutivo, mostrando queda de 0,4% ante os três meses anteriores, o que, na interpretação de muitos economistas, significa que o país entrou em recessão. Além disso, a economia do Japão teve queda anualizada de 1,6% no terceiro trimestre. As previsões de analistas eram de alta de 0,5% na comparação trimestral e de ganho de 2,25% no confronto anual.

"O Japão é um dos maiores importadores de commodities, uma vez que mal possui recursos próprios", comentou o Commerzbank em nota a clientes, avaliando que o resultado do PIB japonês deve ter impacto nos metais básicos, principalmente no cobre.

A força do dólar também pesa no cobre ao encarecê-lo para compradores que usam outras divisas. No final da manhã, às 11h30 (de Brasília), os investidores vão acompanhar os últimos dados de produção industrial dos EUA, que podem ajudar a dar direção aos metais.

Outros metais básicos negociados na LME mostravam ganhos: o alumínio subia 0,1%, a US$ 2.024,00 por tonelada, enquanto o zinco também avançava 0,1%, a US$ 2.261,00 por tonelada, o níquel aumentava 0,5%, a US$ 15.660,00 por tonelada, o chumbo ganhava 0,1%, a US$ 2.036,50 por tonelada, e o estanho tinha alta de 0,5%, a US$ 19.850,00 por tonelada. Fonte: Dow Jones Newswires.

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