Cobre sobe com indicadores da Europa

Na Comex, divisão de metais da Nymex, o contrato do cobre para setembro avançou 2,31%, para US$ 3,1645 por libra-peso

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

22 de julho de 2010 | 15h58

Os preços dos contratos futuros do cobre e dos demais metais básicos fecharam em alta, impulsionados por investidores que desfizeram apostas de queda no valor dessas commodities após a divulgação de indicadores positivos sobre a atividade do setor privado da Europa. "Foi um rali técnico decente auxiliado pela cobertura de posições vendidas", afirmou um operador de metais em Londres.

 

Segundo a empresa de pesquisas Markit, o índice de atividade do setor privado da zona do euro subiu para 56,7 em julho - maior nível em três meses -, de 56,0 em junho. A leitura superior a 50 indica expansão da atividade. Analistas consultados pela Dow Jones esperavam um aumento para 55,2.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME), o contrato do cobre para três meses subiu US$ 150,00, ou 2,18%, para US$ 7.010,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para setembro avançou US$ 0,0715, ou 2,31%, para US$ 3,1645 por libra-peso, com mínima de US$ 3,0475 e máxima de US$ 3,1925 ao longo da sessão.

 

O cobre superou a barreira dos US$ 7 mil por tonelada em Londres pela primeira vez desde o final de maio e rompeu a média de negociação dos últimos 200 dias, de US$ 6.986,39 por tonelada. O metal também foi beneficiado por mais um

declínio nos estoques de cobre da LME, que atingiram o menor nível desde novembro. "Estamos vendo bons e consistentes declínios nos estoques", disse o analista de metais da RBS, Daniel Major.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 73,50 a US$ 1.939,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco subiu US$ 31,00, para US$ 1.948,00 por tonelada. O contrato do alumínio avançou US$ 39,00, para US$ 2.044,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel ganhou US$ 755,00, para US$ 20.250,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 180,00, a US$ 18.550,00 por tonelada.

 

No segmento de metais preciosos, o preço do contrato do ouro para agosto negociado na Comex subiu US$ 3,80, ou 0,32%, para US$ 1.195,60 por onça-troy, acompanhando o movimento observado em outros mercados de commodities devido ao otimismo com a saúde da economia mundial. "Os resultados corporativos estão dando suporte à perspectiva de

que" o risco de mais um desaquecimento severo é menor, disse Kimberly DuBord, analista da Briefing.com.

 

Em algumas ocasiões, os investidores aplicam em ouro para se protegerem de incertezas sobre a economia. Isso ocorre devido à crença de que o metal retém mais valor do que outros ativos durante períodos de crise. O ouro, no entanto, também pode ser beneficiado pelos mesmos fatores que tradicionalmente contribuem para a valorização das commodities, como o apetite por risco. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
metaislmecobreouro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.