Cobre tem maior nível em três semanas

Cobre com entrega para três meses fechou com alta de US$ 220,00, ou 3,3%, a US$ 6.860 por tonelada na LME

Ligia Sanchez, da Agência Estado,

21 de julho de 2010 | 17h13

O cobre atingiu a máxima de três semanas na London Metal Exchange (LME),  ignorando o enfraquecimento do euro e o desempenho misto nos mercados de ações. Investidores afirmam que a compra de fundos levou o cobre e outros metais acima dos níveis de resistência técnica, forçando coberturas de posições vendidas. O forte desempenho deve continuar se os participantes do mercado chinês decidirem apostar em altas do metal na quinta-feira, de acordo com os investidores.

 

O contrato do cobre com entrega para três meses fechou com alta de US$ 220,00, ou 3,3%, a US$ 6.860 por tonelada na LME. Ao longo do dia, o cobre havia atingido a máxima de US$ 6.885 por tonelada. Segundo um trader, não houve notícias quentes, exceto a cobertura de posições vendidas e compra de fundos. Uma leve queda nos estoques de cobre ajudou os fundamentos da commodity, assim como notícias de que a produção do metal pela BHP Billiton caiu 5% no segundo trimestre.

 

A ruptura inicial da média de 10 dias de US$ 6.661 por tonelada levou à cobertura de posições vendidas, do mesmo modo que os ralis acima de US$ 6.730 por tonelada e US$ 6.790 por tonelada.

 

Na divisão de metais Comex da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para setembro avançou US$ 0,0915, ou 3,05%, para US$ 3,0930 por libra-peso, com mínima de US$ 3,0775 e máxima de US$ 3,1050 ao longo da sessão.

 

O Grupo Internacional de Estudos do Cobre afirmou que o mercado mundial do produto teve déficit de 67 mil toneladas entre janeiro e abril, embora mostre superávit de 119 mil toneladas quando calculado em bases ajustadas sazonalmente. Outro provedor de dados da indústria, o Escritório de Estatísticas Mundiais de Metal, informou que o mercado de cobre teve superávit de 73 mil toneladas entre janeiro e maio.

 

Segundo analistas, o informe semestral que o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, apresentou ao Senado dos Estados Unidos, na tarde desta quarta-feira, quando as sessões de metais já haviam fechado, poderá orientar a direção de curto prazo do mercado de metais.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 26,50 a US$ 1.865,50 por tonelada, enquanto o contrato do zinco subiu US$ 42,50, para US$ 1.917,00 por tonelada. O contrato do alumínio teve alta de US$ 34,00, para US$ 2.005,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel ganhou US$ 395,00, para US$ 19.495,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 135,00, a US$ 18.370,00 por tonelada.

 

Na Comex, os contratos futuros do ouro fecharam quase inalterados em negociação calma. O contrato do ouro para agosto fechou em alta de US$ 0,10, ou 0,01%, em US$ 1.191,80 por onça-troy. Após o fechamento, no mercado eletrônico, o ouro reagiu em baixa à falta de declarações do presidente do Fed sobre deflação. A falta de direcionamento sobre a inflação de Bernanke enviou um sinal de venda a investidores que compraram ouro como uma garantia (hedge) contra a perda do poder de compra, analisa o vice-presidente sênior e analista de metais, Jim Steel, do HSBC. O contrato mais ativo, de agosto, no mercado eletrônico chegou a cair US$ 8,70, para US$ 1.183 por onça-troy depois do fechamento. As informações são da Dow Jones

Tudo o que sabemos sobre:
metaisLMEcobreouro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.