Com 2ª alta mensal seguida, Bovespa sobe 3,7% em agosto

No acumulado anual, porém, o Ibovespa perde 17,9%; no dia, destaque para o tombo de 40% das ações da OGX

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

30 de agosto de 2013 | 18h37

A Bovespa operou sem tendência definida, mas perto da estabilidade neste último pregão do mês. Com as principais Bolsas internacionais no vermelho, os investidores adotaram a cautela enquanto aguardam os desdobramentos sobre uma possível ofensiva norte-americana na Síria e diante da perspectiva de uma liquidez mais fraca na sessão de segunda-feira, 2, na esteira de feriado nos Estados Unidos.

O Ibovespa encerrou em alta de 0,17%, aos 50.008,38 pontos. Apesar da queda de 4,19% na semana, a Bolsa brasileira subiu pelo segundo mês seguido e teve valorização de 3,68% em agosto. No ano, contudo, contabiliza perda de 17,95%.

Enquanto as ações da Petrobras pressionaram o índice para baixo, com a PN em queda de 0,59% e a ON estável, Vale ajudou a sustentar o Ibovespa, com valorização de 1,24% (ON) e de 0,97% (PNA).

Nos ajustes do pregão, a OGX, que exibia ganhos à tarde, virou e despencou 40%, passando a valer apenas R$ 0,30 - a menor cotação da história. O tombo refletiu uma recomposição da carteira do MSCI, que excluirá o papel da petroleira de Eike Batista a partir de segunda-feira. Segundo operadores, o Morgan Stanley foi o maior vendedor de OGX ON.

Usado como referência por fundos estrangeiros, o MSCI é um índice feito pela empresa de mesmo nome - uma joint venture entre Morgan Stanley e Capital International - para acompanhar as principais Bolsas internacionais.

O giro financeiro da sessão totalizou R$ 9,823 bilhões (dado preliminar), com reforço no fim da jornada por ajustes à nova composição da carteira teórica do Ibovespa. Divulgada mais cedo, a terceira e última prévia da carteira, válida de setembro a dezembro, confirmou a inclusão das ações ordinárias da Anhanguera e da Kroton. Não houve exclusão de papéis.

Na máxima, durante a manhã, o Ibovespa deslanchou 1,12%, em reação ao crescimento maior do que o esperado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de abril a junho, de 1,5% na comparação com os três primeiros meses do ano. Entretanto, após a divulgação de um dado ruim de confiança do consumidor norte-americano em agosto, a Bolsa apagou os ganhos e oscilou perto da estabilidade. Na mínima, aos 49.649 pontos, o índice caiu 0,55%.

As principais altas do Ibovespa no dia foram Vanguarda Agro ON (+5,56%), TIM (+4,80%), Cteep PN (+4,79%), Bradesco ON (+3,61%) e Cosan ON (+3,43%).

Na outra ponta, as perdas foram lideradas por OGX ON (-40,0%), LLX ON (-7,19%), Oi ON (-6,40%), Oi PN (-3,29%) e Brookfield ON (-2,29%).

Em Wall Street, o índice Dow Jones terminou em baixa de 0,21%, o S&P 500 recuou 0,32% e o Nasdaq registrou desvalorização de 0,84%.

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