Com agenda fraca, juro na BM&F fecha em alta

O mercado de juros desacelerou o ritmo e deixou para a semana que vem a continuidade do ajuste das taxas futuras. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, tradicionalmente o mais negociado, fechou em alta, projetando taxa de 12,39% ao ano, ante 12,37% ao ano do dia anterior, na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Segundo operadores, como a agenda de hoje estava muito fraca, tanto no Brasil quanto no exterior, e os juros já caíram muito até ontem, a opção dos investidores foi ficar na retranca. O fôlego dos investidores, provocado pela divulgação de indicadores econômicos e de inflação nos últimos dias, ficou reduzido neste pregão. Profissionais relatam que a disputa pelo Comitê de Política Monetária (Copom) havia esquentado muito ontem, a ponto de reduzir a liderança do 0,25 ponto nas apostas. Segundo contas de um operador, no encerramento na quinta-feira, os juros mostravam 60% de chance de o juro básico brasileiro, a Selic, cair meio ponto e 40% de a redução ser de 0,25 ponto. Os participantes do mercado devem chegar, de toda forma, bastante divididos sobre qual será a decisão do comitê na terça-feira. De um lado, pesam os sinais de cautela do Banco Central e a recente elevação da inflação, que poderiam respaldar a maior parcimônia que o Copom vem ameaçando adotar. De outro, estão os indicadores fracos de atividade e as expectativas de inflação, todas apontando para o cumprimento com folga da meta.

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