Com ajuda à Grécia, real também vai se recuperar, diz BNY Mellon

As autoridades da União Europeia estão costurando um plano de assistência fiscal à Grécia que, uma vez apresentado, deverá favorecer o apetite por risco em escala global, previu o diretor gerente do Bank of New York Mellon para a divisão de mercados globais e estrategista de moedas, Michael Woolfolk, ao programa AE Broadcast Ao Vivo, da Agência Estado.

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

11 de fevereiro de 2010 | 16h08

 

Como resultado da esperada melhora do apetite por risco, o analista estima que o real, e outras moedas de países emergentes, vão se recuperar, registrando apreciação frente ao euro e ao dólar.

 

Woolfolk reconhece que a crise atual, com temor que se estende a países periféricos da zona do euro, representou uma pancada terrível para o apetite por risco mundial. "Em circunstâncias assim, os ativos dos emergentes tradicionalmente são vendidos, e vimos isso recentemente. O real tem sido excessivamente vendido e, provavelmente, tem um valor justo perto de R$ 1,75 e R$ 1,80 frente ao dólar", estimou o economista.

 

O economista avalia que a cotação do dólar deve terminar 2010 na faixa entre R$ 1,75 e R$ 1,80. Mas, antes disso, ele prevê risco de volatilidade entre agosto a outubro, devido à eleição presidencial brasileira, levando o dólar a ser negociado pouco acima de R$ 2,00.

 

"Vai haver volatilidade adicional à medida que nos aproximamos da eleição. Se olharmos para a história recente da relação entre moeda e política no Brasil, incerteza sempre precede a eleição de um novo presidente", afirma Woolfolk. Ele ressalva que esta volatilidade não deverá estar ligada, necessariamente, a um dos candidatos potenciais à Presidência, mas, ainda assim, deve ocorrer até que fiquem conhecidos o presidente eleito e a política econômica. Os investidores estrangeiros, avaliou ele, podem retirar temporariamente o dinheiro do país.

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