Com ajuda do mercado externo e da Vale, Bovespa sobe 2%

Os mercados globais de ações estão operando em alta, animando a abertura do pregão na Bolsa de Valores de São Paulo. O índice Bovespa avançava 2,05% às 11h08, a 43.541 pontos, na máxima. Os investidores vão tentar repor hoje a perda de 1,28% registrada pela Bovespa ontem. Para isso, contam com a ajuda das ações da Vale do Rio Doce, que devem repercutir o lucro recorde de R$ 13,431 bilhões em 2006, divulgado ontem à noite, e a alta dos preços do metais esta manhã nas bolsas de mercadorias internacionais. Na Ásia, as bolsas mais importantes fecharam com valorizações hoje. Na China, a Bolsa de Xangai subiu 1,1%, dando prosseguimento aos ganhos dos últimos dois dias, puxada pelo fluxo de recursos decorrente do lançamento de novos fundos de ações. Em Hong Kong, a alta foi de 1,36% e em Tóquio, de 1,9%. Na Europa, o Banco Central Europeu confirmou as expectativas do mercado e subiu o juro em 0,25 ponto porcentual, para 3,75% ao ano, e o Banco da Inglaterra manteve a taxa de juro inalterada, em 5,25% ao ano, também dentro das previsões do mercado. A alta dos metais alimenta a compra de ações das mineradoras. O níquel bateu esta manhã novo recorde, com informações de que o volume do metal disponível é suficiente para abastecer menos de um dia do consumo global. O cobre subia perto de 3%. Com esse quadro positivo no mercado de commodities metálicas, as ações da Vale, que ontem fecharam em baixa de 0,5%, devem ser favorecidas. Embora tenha sido recorde, o lucro de R$ 13,431 bilhões ficou 10% abaixo das projeções dos analistas consultados pela Agência Estado. O resultado da Oi (ex-Telemar), anunciado esta manhã, ficou acima do esperado pelos analistas. A empresa registrou lucro líquido de R$ 1,31 bilhão em 2006, crescimento de 17,6% ante 2005. Os analistas previam lucro de R$ 1,013 bilhão. O Ebitda caiu 9,8% em 2006, para R$ 6,102 bilhões.

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