Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Com atuação do BC, dólar fecha em queda de 2%, cotado a R$ 3,73

Guerra comercial entre EUA e China levou Ibovespa a operar abaixo dos 70 mil pontos; índice terminou o dia com perda de 0,93%, aos 70.757,73 pontos

Altamiro Silva Junior, Renato Carvalho e Luciana Collet, O Estado de S.Paulo

15 Junho 2018 | 11h53
Atualizado 15 Junho 2018 | 17h34

Os dois leilões de swap cambial realizados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira, 15, surtiram efeito e o dólar terminou negociado a R$ R$ 3,7316, em queda de 2,04%.

+ 'Prévia do PIB' sobe 0,46% em abril, aponta BC

+ No mercado financeiro, não vai ter Copa

O mercado de ações, ao contrário, segue pressionado, e chegou a operar abaixo dos 70 mil pontos. O Ibovespa, principal índice de ações do País, terminou o dia em queda de 0,93%, aos 70.757,73 pontos.

Com o segundo leilão de swap o BC completa a colocação dos US$ 24 bilhões previstos no anúncio feito pelo presidente da instituição, Ilan Goldfjan, na semana passada. Para a semana que vem, o BC prometeu colocar mais US$ 10 bilhões.

No exterior, o dólar, que na quinta-feira teve forte alta sobretudo ante moedas de emergentes, operou perto da estabilidade, o que ajudou a diminuir pressão nas cotações aqui, ressaltou um operador.

Bolsa. As ações do Ibovespa sofreram com o mau humor em Wall Street por conta do acirramento da disputa comercial entre Washington e Pequim. A Casa Branca confirmou a tarifação na importação de produtos chineses da ordem de US$ 50 bilhões. Logo em seguida, a China anunciou que vai retaliar as medidas protecionistas na mesma proporção.

As ações da Petrobrás e da Vale tiveram forte queda, esta última influenciada pelo recuo dos preços do minério de ferro no exterior. As cotações do petróleo chegaram a cair fortemente em Nova York, acima de 2%, e contribuem para as perdas dos papéis da petroleira brasileira.

O destaque positivo foi a Braskem, que disparou 18% com a notícia de que a holandesa LyondellBasell está em negociação para levar a fatia da Odebrecht na petroquímica.

Após um bom início de pregão, com altas que superavam 2%, as ações da Eletrobrás reverteram completamente a tendência, e registraram os piores desempenhos do Ibovespa.

O edital de privatização das distribuidoras da estatal, publicado nesta sexta-feira, indica a possibilidade de adiamento ou prorrogação do leilão de uma ou mais empresas, e apresente condicionante à efetiva realização da disputa, em particular da Amazonas Distribuidora de Energia, considerada a empresa mais complicada de atrair interessados atualmente.

A viabilidade de venda da Amazonas Energia também depende da aprovação de um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que pretende colocar o projeto em votação na próxima semana.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.