Com aumento da demanda, TAM lucra mais em 2006

A TAM registrou no ano passado um lucro líquido de R$ 556 milhões, um crescimento de 196,7% em relação a 2005. A receita líquida foi de R$ 7,3 bilhões, um crescimento de 30%. Uma das principais causas da melhora no resultado é o crescimento de 27,9% no número de passageiros transportados no ano - fruto do aumento da demanda e da diminuição da concorrência, com o drástico encolhimento da Varig.Mas, apesar do resultado positivo, o lucro da TAM foi inferior ao da rival Gol - que teve um ganho de R$ 684 milhões no ano passado, mesmo com uma receita bem menor, de R$ 3,8 bilhões. Apesar de apresentar um porte menor que a TAM - em dezembro tinha, por exemplo, 65 aviões, ante 95 da rival -, a Gol começa a se tornar uma séria candidata à liderança no mercado doméstico de aviação. Em fevereiro, a TAM, atual líder, tinha 47,33% do mercado, enquanto a Gol tinha 40,26%. Um ano atrás, essa diferença era de 15,7 pontos porcentuais.Recentemente, o consultor Paulo Bittencourt Sampaio disse que a Gol deve alcançar a TAM já no segundo semestre. Segundo ele, o volume de passageiros da Gol em fevereiro já tinha sido maior que o da TAM no mesmo mês de 2006. Mas o vice-presidente de marketing e serviços da Gol já declarou que a liderança não está entre as metas da empresa. ?Queremos manter a empresa rentável, crescendo e buscando novos mercados?, disse.A TAM também não parece disposta a perder a liderança. Em seu balanço financeiro, a empresa diz que pretende manter em 2007 uma participação acima de 50% no mercado doméstico, com uma taxa de ocupação de cerca de 70%.Para atender à crescente demanda do setor - a TAM estima um crescimento de 10% a 15% na procura por vôos este ano -, o aumento da frota será fundamental. A TAM estima passar dos 95 aviões que tinha no final de 2006 para 109 no final deste ano. Já a Gol prevê passar de 65 para 80.A TAM continua ainda a apostar firmemente no mercado internacional. No balanço, a empresa informa que pretende iniciar uma terceira freqüência para Paris (França) e inaugurar duas novas freqüências internacionais de longo curso. Em fevereiro, a TAM era a líder absoluta entre as empresas brasileiras no mercado internacional, com 61% dos passageiros embarcados. A Gol, vice-líder, tinha 19%. E a Varig, que chegou a ter mais de 70% desse mercado, tinha 11,8%.

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