Com ausência da China, metais registram queda

Investidores chineses têm ficado ausente do mercado de cobre nas últimas semanas, parcialmente em razão da aproximação do feriado do Ano Novo Lunar, no começo de fevereiro

Danielle Chaves, da Agência Estado,

25 de janeiro de 2011 | 09h34

Os metais básicos recuam, enquanto os investidores chineses permanecem firmemente na retaguarda e os mercados têm dificuldades em encontrar uma direção. A China tem ficado ausente dos negócios com cobre nas últimas semanas, parcialmente em razão da aproximação do feriado do Ano Novo Lunar, no começo de fevereiro. Além disso, a saudável oferta do metal no país tornou desnecessária a importação de grandes volumes.

Leon Westgate, analista do Standard Bank, comentou que a China segue de lado em razão do feriado e os EUA imersos em sua temporada de balanços corporativos deixaram o mercado de metais de Londres com dificuldades para encontrar uma direção. "Londres é de certo modo um espaço morto no momento e está sofrendo com a falta de impulso", disse.

Por volta das 9h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) seguia a US$ 9.299 por tonelada, uma queda de 2,4% sobre o fechamento de ontem e recuo de 4,9% desde a máxima de US$ 9.781 por tonelada atingida na semana passada.

O chumbo continua ficando para trás entre os metais básicos e operava em baixa de 2,6% no horário citado, para US$ 2.342 por tonelada. Os estoques do metal na LME estão atualmente em 271,3 mil toneladas, um aumento de 28,6% em pouco mais de uma semana. Os estoques de cobre também cresceram, chegando a 389.075 toneladas ontem.

Entre os outros metais, o alumínio caía 1,5%, para US$ 2.378 por tonelada; o zinco recuava 2,5%, para US$ 2.244,75 por tonelada; o níquel cedia 2,1%, para US$ 25.600 por tonelada; e o estanho declinava 0,7%, para US$ 27.900 por tonelada. Na Comex, o cobre para março tinha queda de 2,22%, para US$ 4,2520 por libra-peso, às 9h30 (de Brasília). As informações são da Dow Jones.

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