Com câmbio flutuante não se tem meta de câmbio, diz Barbosa

Secretário de acompanhamento econômico do Ministério da Fazenda respondeu ao ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira que afirmou que a taxa de câmbio de equilíbrio do País deveria ser de R$ 2

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

30 de agosto de 2010 | 15h52

O secretário de acompanhamento econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, discordou do ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira de que a taxa de câmbio de equilíbrio do País tendo em vista a saúde do balanço de pagamentos deveria ser de R$ 2,00. "Com câmbio flutuante não se tem meta de câmbio", disse o secretário.

De acordo com ele, se a situação internacional permanecer com grande entrada de fluxo de capital externo no Brasil, o câmbio permanece no nível que está e aí se colocam desafios para aumentar a competitividade via outros instrumentos. Mas, se o câmbio continuar como está, afirma Barbosa, o que vai acontecer é que a inflação vai cair mais rápido, o que possibilita reduzir a taxa de juro mais rapidamente e abre espaço fiscal para fazer outras políticas de competitividade. "Se a situação externa se deteriorar, o câmbio se ajusta e o Brasil, com saldo de reservas, atravessa essa situação como atravessou o final de 2008 e 2009", disse o secretário da Fazenda. Para ele, a política atual é consistente e robusta para suportar qualquer uma das duas situações.

Nelson Barbosa participou do 7º Fórum de Economia realizado pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. A discussão se travou enquanto os dois compunham a mesa para discutir o tema "o que é necessário para o Brasil crescer mais com a estabilidade de preços e de balanços de pagamentos?". Durante o debate se discutiu se além da meta de inflação o País deveria ter também uma meta de taxa de câmbio, ainda que informalmente. 

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