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Dólar cai pelo quinto dia seguido e fecha abaixo de R$ 3,40

Há percepção de que os britânicos devem decidir, no referendo desta quinta-feira, permanecer na União Europeia; Bovespa subiu 1,6%

Silvana Rocha, Lucas Hirata,Paula Dias, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2016 | 10h18
Atualizado 20 Junho 2016 | 19h02

A queda do dólar ante o real chegou à quinta sessão consecutiva nesta segunda-feira, sob contínua influência da menor aversão ao risco no exterior. Há percepção lá fora de que os britânicos devem decidir, no referendo desta quinta-feira, permanecer na União Europeia. Também há perspectiva de adiamento da alta de juros nos EUA para o fim deste ano ou início de 2017.

Houve também ingresso de fluxo financeiro no mercado doméstico visando a arbitragem de juros interno e externo, disse um economista. O dólar fechou a R$ 3,3994, em baixa de 0,64%. Em cinco dias, acumula perdas de 2,38%.

No entanto, a moeda encerrou longe das mínimas intraday, devido a um otimismo cauteloso, segundo operadores do mercado financeiro. Alguns economistas preveem que o dólar poderia se fortalecer em caso de Brexit e por razões internas, como o conturbado cenário político. 

Na menor cotação do dia, no começo da sessão, o dólar caiu a R$ 3,3746 (-1,37%) no mercado à vista, valor intraday mais baixo desde 9 de junho (de R$ 3,3628). Nesse patamar, a moeda acumulou baixa de 3,09% desde o fechamento no dia 13, em alta a R$ 3,4823, atraindo compradores. A máxima, no começo da tarde, ficou em R$ 3,4055 (-0,46%). O giro financeiro total somou US$ 1,333 bilhão. 

Bolsa. A Bovespa teve hoje sua quarta alta consecutiva. Influenciado pelos mercados europeus e americano, o Índice Bovespa fechou em alta de 1,61%, aos 50.329,36 pontos. O noticiário político, embora relevante, foi mais uma vez minimizado.

As bolsas europeias reagiram com forte alta e contagiaram os demais mercados. No Reino Unido, o índice FTSE 100 subiu 3,04%. O movimento comprador se estendeu para as bolsas americanas e também para o mercado brasileiro. 

A melhora do apetite por risco, com menor temor dos riscos do Brexit, enfraqueceu o dólar e fortaleceu commodities, como o petróleo, que subiu mais de 2% tanto na bolsa de Londres como na de Nova York. Com isso, as ações da Petrobras encontraram espaço para avançar e terminaram o dia com altas de 2,99% (ON) e 2,57% (PN). Mesmo com o minério de ferro estável, Vale ON (+1,90%) e Vale PNA (+1,63%) acompanharam os pares internacionais e contribuíram para o avanço do índice.

Outro reflexo importante do fortalecimento das apostas no "Bremain" (permanência do Reino Unido na UE) foi a alta das ações do setor financeiro. Responsáveis por mais de 25% da composição do Ibovespa, os papéis de bancos recuperaram parte das perdas recentes e avançaram firmemente. Nesse segmento, destaque para Banco do Brasil ON, com alta de 3,69%. BM&FBovespa avançou 3,61% e Itaú Unibanco PN, 1,66%.

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