Com Datafolha, DIs abrem em viés de queda

A reviravolta na corrida presidencial apresentada pela pesquisa Datafolha, que trouxe Marina Silva como candidata do PSB, no lugar de Eduardo Campos, é o principal vetor para os negócios domésticos nesta segunda-feira, 18. Conforme a sondagem, a ex-senadora já larga tecnicamente empatada com o tucano Aécio Neves, e, na simulação de um segundo turno, a ex-senadora teria força suficiente para derrotar o plano de reeleição de Dilma Rousseff.

ANA LUÍSA WESTPHALEN, Estadão Conteúdo

18 de agosto de 2014 | 10h12

O mercado de juros futuros reage a esse novo quadro da disputa presidencial, atento também ao comportamento do dólar. As taxas exibem viés de baixa, com DI para janeiro de 2016 em 11,31%, no mesmo nível de ajuste de sexta-feira. Nas taxas mais longas, o DI para janeiro de 2017 tem taxa de 11,43%, de 11,45% no ajuste anterior, e o DI para janeiro de 2021 em 11,59%, ante 11,63% na sexta-feira, 15.

Conforme a pesquisa Datafolha conhecida na manhã desta segunda-feira, 18, - a primeira apurada após a morte de Campos -, Marina Silva já larga na disputa com 21% das intenções de voto, o que configura uma situação de empate técnico com o candidato do PSDB, Aécio Neves, que tem 20%. Nessa simulação de primeiro turno, a petista Dilma Rousseff lidera com 36% das preferências. Já num segundo turno, a ex-ministra do Meio Ambiente venceria Dilma, já que tem 47% das intenções de voto, contra 43% da presidente.

Entre os destaques da última hora, o Boletim Focus, do Banco Central, trouxe uma nova rodada de revisões para baixo nas estimativas dos analistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e para o PIB em 2014. Conforme a pesquisa, a estimativa para a inflação oficial no País caiu de 6,26% para 6,25%, enquanto a previsão de expansão da economia recuou de 0,81% para 0,79%. As projeções para a taxa de câmbio e da Selic neste ano seguiram em R$ 2,35 e 11,00%, respectivamente. Já para 2015, houve redução na previsão do juro básico, de 12,00% para 11,75%.

No exterior, as principais bolsas europeias e os índices futuros de Nova York exibem ganhos, à medida que o comboio russo de ajuda humanitária se desloca para o leste ucraniano. Em contrapartida, a busca por ativos seguros prossegue, uma vez que as negociações entre Ucrânia e Rússia ainda demandam cautela.

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