Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Com desconfiança do mercado, ações do BTG e da BR Pharma despencam

Units do banco BTG Pactual recuaram mais de 14% e as ações ordinárias da rede de farmácias, 22%; com Vale em forte queda, Ibovespa também registrou dia de baixa

Karla Spotorno e Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2015 | 11h26

Texto atualizado às 18h50

As units (pacote de ações do BTG Pactual) estiveram entre as maiores quedas da Bolsa nesta terça-feira, em meio a rumores sobre dificuldades enfrentadas pelo banco para manter suas posições em derivativos e ações. A BTG Pactual unit recuou 14,96%, para R$ 14,95. Uma das empresas com participação do BTG, a BR Pharma, registrou baixa de 22,08% em suas ações ON, para R$ 7,87. 

O cenário internacional desfavorável e as incertezas no campo político brasileiro deram o tom dos negócios nos mercados de câmbio e ações. Com dados negativos da economia da China e queda dos preços das commodities, as bolsas europeias e americanas recuaram, arrastando também a Bovespa, que terminou o dia com perda de 1,72%, aos 44.443,25 pontos.

Após o minério de ferro cair abaixo de US$ 40 na sexta-feira, diversas mineradoras anunciaram hoje planos de reestruturação. A Anglo American anunciou corte de 85 mil empregos, venda de ativos, grandes reduções de custos e a suspensão no pagamento de dividendos, em uma tentativa para enfrentar a forte queda nos preços das commodities. Com isso, as ações da empresas despencaram. Por aqui, Vale PNA caiu 5,28% e Usiminas PNA, 5,26%.

Dólar. No câmbio, o dólar chegou a exibir queda no início dos negócios, em reação à carta de Temer, que em tese reforçaria as apostas no impeachment. Os sinais negativos do exterior, no entanto, levaram a moeda americana a ganhar força diante da maioria das moedas pelo mundo, especialmente aquelas de países exportadores de commodities. A tendência foi seguida por aqui e o dólar à vista fechou em alta de 1,08%, cotado a R$ 3,8046.

Dados negativos da China indicaram desaceleração da economia local, o que espalhou pessimismo pelos mercados. As exportações chinesas tiveram queda anual de 6,8% em novembro ante outubro, enquanto a previsão era de recuo de 5,3%. Já as importações recuaram 8,7% na mesma base de comparação, abaixo da previsão (-11,8%), mas ainda uma queda expressiva.

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