André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Com expectativa de corte nos juros, Bolsa sobe e dólar cai para R$ 3,20

Investidores apostam em redução mais pronunciada da Selic e buscam oportunidades antes do anúncio da decisão do Copom

Paula Dias, Lucas Hirata, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2017 | 19h20

A aposta em uma redução mais acelerada da taxa básica de juros no Brasil - a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central será anunciada na quarta-feira, 11 - faz o mercado trabalhar com uma curta janela de oportunidades para conseguir melhores rendimentos em ativos domésticos. A chegada de Donald Trump à Casa Branca também é um fator que motiva o interesse dos investidores.

Assim, a Bolsa terminou o pregão em alta de 0,78% nesta quinta-feira, 5, aos 62.070,98 pontos, com destaque para empresas ligadas a commodities. O Índice Bovespa reconquistou o patamar dos 62 mil pontos, no qual não operava desde o final de novembro. O volume de negócios cresceu em relação à véspera e totalizou R$ 7,01 bilhões.

Já o dólar terminou a sessão em queda de 0,49%, aos R$ 3,2010 e nas mínimas, chegou a R$ 3,1943 (-0,70%). De acordo com dados registrados na clearing da BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,809 bilhão. Já o dólar futuro para fevereiro fechou em baixa de 0,54%, aos R$ 3,2240, com giro de US$ 14,208 bilhões. O enfraquecimento da divisa no exterior ditou a queda por aqui, sendo reforçada pela entrada de recursos no País e perspectiva de que o fluxo deve se intensificar neste começo de ano. 

A queda da moeda foi ditada pelo exterior, onde o dia foi de incerteza sobre a economia dos EUA. O principal catalisador foi a decepção com a criação de empregos no setor privado dos Estados Unidos. Foram geradas 153 mil vagas em dezembro, abaixo da expectativa de analistas de 168 mil postos de trabalho. 

O recuo do dólar foi reforçado no início da tarde por indicadores de atividade do setor de serviços. Apesar de superarem expectativas, os índices de gerentes de compras (PMI) de serviços mostraram sinais negativos em dezembro. Com isso, aumentou a incerteza sobre a maior economia do mundo e, consequentemente, a trajetória dos juros por lá.  

Ações. Os papéis da Petrobrás refletiram a alta do petróleo no exterior e avançaram durante todo o dia, terminando o pregão com ganhos de 2,25% (ON) e 1,61% (PN).

Os papéis da cadeia do aço também refletiram fatores externos e internos. De carona na alta de 1,2% do minério de ferro no mercado chinês, as ações da Vale chegaram a subir mais de 5% e terminaram o dia com ganhos de 3,81% (ON) e de 4,74% (PNA). As siderúrgicas subiram repercutindo os anúncios de reajustes no setor e expectativa de novos aumentos no futuro. Gerdau PN disparou 7,08% e liderou as altas do Ibovespa, com notícia de possível venda de ativos./ COM SILVANA ROCHA 

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