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Embalada pelo exterior, Bolsa sobe e atinge novo pico em quase dois anos

Avanço de petróleo favoreceu ações da Petrobrás; dólar fechou em leve alta de 0,09%, cotado a R$ 3,1876

Ana Luísa Westphalen, Paula Dias, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2016 | 12h29

A Bovespa fechou em alta nesta segunda-feira, 15, acima dos 59 mil pontos pela primeira vez desde 8 de setembro de 2014. O Índice Bovespa encerrou os negócios em alta de 1,45%, aos 59.145,97 pontos, embalado pelo bom desempenho das bolsas em Nova York e pela valorização do preço do petróleo no mercado internacional. Com a commodity subindo mais de 2% em Londres e em Nova York, as ações da Petrobrás ficaram entre os destaques de alta do Ibovespa.

Na máxima, no meio da tarde, o índice chegou a subir 1,76%, aos 59.324 pontos. O giro financeiro foi inflado pelo exercício de opções e somou R$ 8,72 bilhões, sendo o volume de R$ 2,63 bilhões referente ao exercício de opções, na primeira metade do pregão. No mês de agosto, a Bolsa acumula valorização de 3,23%, e no ano, alta de 36,47%.

No mercado de câmbio, o dólar operou em baixa durante praticamente todo o dia, mas inverteu a tendência nos últimos minutos de negociação, fechando em leve alta de 0,09%, cotado a R$ 3,1876. Em um dia de noticiário escasso e volume de negócios bastante reduzido, a moeda americana acompanhou por todo o tempo tendência de queda que prevaleceu frente a outras divisas pelo mundo, principalmente em relação às de países emergentes. O Banco Central manteve a oferta maior de contratos de swap cambial reverso, o que, segundo profissionais do mercado, contribuiu em boa medida para conter o movimento de baixa. 

O dólar havia acumulado ganho de 1,76% na quinta e na sexta-feira, em reação ao aumento da oferta de swaps reversos e a uma sinalização do presidente interino, Michel Temer, de que a apreciação do real era uma preocupação do governo. Até a decisão do BC, a moeda acumulava perda de 3,47% em agosto. Em contrapartida às declarações de Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do BC, Ilan Goldfajn, reforçaram que o câmbio no Brasil é, por definição, flutuante.

Na mínima do dia, registrada pela manhã, o dólar à vista chegou a R$ 3,1583 (-0,83%). A defesa do câmbio flutuante feita por Meirelles e Ilan Goldfajn contribuiu para tirar pressão do câmbio pela manhã, mas a influência internacional foi apontada como determinante para a desvalorização do dólar pela manhã. Essa correlação perdeu fôlego à tarde, com investidores recompondo parte dos dólares que haviam vendido mais cedo.

Mercado de ações. Internamente, o pregão desta segunda-feira ainda sofreu influência do vencimento de opções sobre ações realizado nesta manhã, segundo operadores, com alguns investidores tendo que buscar papéis no mercado para cumprir o exercício. Mas o vencimento de Ibovespa Futuro, na próxima quarta-feira, também ajudou a manter o índice à vista no atual patamar, com os agentes comprados pressionando-o para cima para levarem maior vantagem na operação no mercado de derivativos. 

Entre os destaques de alta do Ibovespa, as ações da Petrobrás terminaram com ganho de 4,39% (ON) e 2,58% (PN), na esteira do petróleo, que se manteve em alta pelo terceiro pregão consecutivo.

Expectativas criadas pelo anúncio de uma reunião em setembro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) continuaram ajudando os preços da commodity no início desta semana. O encontro, que pode resultar em uma proposta de congelamento da produção, recebeu apoio da Arábia Saudita e tem gerado uma corrida para cobrir posições vendidas, o que intensifica a alta dos contratos. 

A valorização do petróleo deu impulso às ações ligadas à commodities de uma maneira geral, o que também beneficiou as mineradoras no exterior. Por aqui, a Vale foi beneficiada por esse movimento global e viu seus papéis terminaram em alta de 2,62% (ON) e 3,11% (PNA), a despeito dos preços do minério de ferro, que fecharam praticamente estáveis no mercado à vista chinês. 

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