Werther Santana / Estadão
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Bolsa bate recorde pela 9ª vez no ano e chega aos 96 mil pontos

Valorização do Ibovespa em 2019 chegou a 9,34%; dólar fechou em alta de 0,13%, a R$ 3,7532 nesta sexta-feira

Karla Spotorno e Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2019 | 12h36
Atualizado 18 Janeiro 2019 | 18h33

O maior apetite ao risco embalou os mercados globais, em reação a relatos de que a China poderá elevar suas importações de produtos americanos, ao mesmo tempo em que os EUA retirariam tarifas impostas a Pequim para facilitar um acordo comercial entre as duas potências.

Diante desse cenário externo, o Ibovespa manteve o inédito patamar de 96 mil pontos alcançado logo no início dos negócios e fechou em recorde histórico pela nona vez neste ano. O índice encerrou com valorização de 0,78%, aos 96.096,75 pontos, acumulando ganho de 2,60% na semana e de 9,34% somente neste ano. O dia foi de avanço do dólar ante o real, que seguiu o comportamento do câmbio no exterior. Depois de superar os R$ 3,77 no início da tarde, a moeda americana à vista perdeu força e fechou em alta de 0,13%, a R$ 3,7532, com valorização acumulada de 1,07% na semana, mas com queda de 3,16% neste mês.

Contribuiu para o bom humor local a expectativa positiva em relação à estreia internacional do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na semana que vem, quando o governo deve destacar sua agenda liberal, incluindo a reforma da Previdência.

Entre as maiores altas da Bolsa, um dos destaques foi a Eletrobrás. Os preços da estatal continuaram repercutindo o novo plano de demissão consensual, confirmado pela empresa. Em relatório, a equipe de análise do Brasil Plural avaliou que a "medida é um passo importante para a empresa se tornar mais eficiente em termos de despesas e para uma potencial privatização".

A Petrobrás também encerrou com variação positiva, ainda que mais modesta que a forte valorização do petróleo nos mercados futuros de Nova York e Londres.

Em meio ao otimismo externo e interno, o risco-país brasileiro medido pelo CDS de cinco anos caiu quase 10 pontos, para 170 pontos-base, no menor nível desde abril do ano passado.

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