Com fôlego à tarde, Bovespa fecha acima de 52 mil pontos

A valorização foi de 1,56%, incentivada por ações da Petrobras e bancos

Luciana Antello Xavier, da Agência Estado,

23 de agosto de 2013 | 17h50

A Bovespa teve um dia de forte volatilidade e no final do pregão prevaleceu o otimismo. O Ibovespa fechou nesta sexta-feira, 23, em alta de 1,56%, aos 52.190,39 pontos, na máxima. O volume financeiro foi de R$ 7,23 bilhões. Os dados são preliminares.

Nas primeiras horas da sessão, os investidores reagiram mal ao anúncio feito na noite passada de intervenção diária do Banco Central no câmbio, por meio de leilões até o fim do ano, o que significará uma injeção de cerca de US$ 60 bilhões.

A notícia pressionou os papéis de grandes exportadoras, como mineradoras e siderúrgicas, que haviam se beneficiado do enfraquecimento do real ante o dólar. O dólar despencou ante o real desde o início dos negócios, enquanto o Ibovespa caiu à mínima de 51.166 pontos (-0,45%).

Perto das 14 horas, porém, a Bovespa mudou de direção, impulsionada especialmente pelos ganhos das ações da Petrobras, além do bom desempenho dos papéis de bancos.

No meio da tarde, o índice ultrapassou os 52 mil pontos, conseguindo se manter acima do patamar até o fechamento. As ações da estatal de petróleo voltaram a ter ganhos diante da expectativa de aumento dos combustíveis.

Petrobras PN subiu 1,59% e ON avançou 0,63%. No setor financeiro, Itaú Unibanco PN teve alta de 3,41% e Bradesco PN se valorizou 2%.

Na contramão, Vale PNA e ON perderam 0,37% e 0,39%, respectivamente. Também na lista de perdas apareceram as siderúrgicas Gerdau Metalúrgica PN (-1,72%) e CSN ON (-2,54%).

Nos EUA, as Bolsas fecharam no azul, assim como as europeias. O Dow Jones avançou 0,31%, aos 15.010,51 pontos, o S&P teve elevação de 0,39%, aos 1.663,50 pontos, e o Nasdaq subiu 0,52%, aos 3.657,79 pontos.

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