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Dólar fecha a R$ 3,14 e Bolsa sobe com mercado à espera de votações no Congresso

Impeachment e dívida dos Estados estão no radar dos investidores; Bovespa fechou em leve alta de 0,09%, perto da estabilidade pelo terceiro dia seguido

Paula Dias, Ana Luísa Westphalen, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2016 | 12h21

O dólar no mercado à vista fechou em queda de 0,87%, cotado a R$ 3,1420, menor valor desde 15 de julho de 2015 (R$ 3,133). Na mínima, a cotação chegou aos R$ 3,1285 (-1,30%), intensificando as discussões sobre quanto ainda há de espaço para a queda. 

Já a Bovespa registrou leve alta de 0,09%, encerrando o pregão perto da estabilidade pelo terceiro dia seguido, aos 57.689,41 pontos. No pregão desta terça-feira, 9, o índice à vista bateu mínima aos 57.615 pontos (-0,04%) no início da tarde, enquanto durante a manhã alcançou os 58.095 pontos (+0,80%) na máxima, aproveitando que o petróleo ainda apresentava valorização em Londres e em Nova York. O giro financeiro somou R$ 5,51 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa tem ganho acumulado de 0,67% e, no ano, de +33,08%.

A votação no Senado da pronúncia do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, foi um dos principais combustíveis do otimismo dos investidores. Apesar de o mercado já dar como certa a vitória do "sim", operadores afirmam que o que realmente animou foram sinais de que a votação pelo afastamento possa mostrar um placar com grande folga. Issa vitória expressiva indicaria força do governo Temer para avançar nas medidas de ajuste fiscal no Congresso, aumentando a atratividade do Brasil perante os investidores estrangeiros.  

Enquanto os senadores discursavam, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a admissibilidade de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto do gasto público. O governo conseguiu vencer por 33 votos a 18, fazendo a matéria avançar na Casa. A PEC é uma das principais apostas do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para a retomada da confiança e o controle do gasto público. 

A expectativa de novos ingressos de recursos ao País foi um dos principais fatores que levaram o dólar a mais uma desvalorização. A moeda abriu a sessão em baixa e teve uma alta pontual, atingindo a máxima de R$ 3,1739 (+0,14%). O avanço foi temporariamente sustentado pela virada para baixo dos preços do petróleo e pelo leilão de US$ 500 milhões em contratos de swap cambial do Banco Central. A percepção mais otimista com o cenário brasileiro, no entanto, conduziu as oscilações de volta ao terreno negativo.

A mínima de R$ 3,1285 foi registrada pouco depois das 12h30, refletindo o fluxo cambial  positivo e as expectativas favoráveis vindas do cenário político doméstico. Esse patamar acabou por atrair compradores, o que gerou volatilidade temporária e sustentou a cotação em um patamar dos R$ 3,14.

Mercado de ações. O apetite dos investidores é limitado pela fraqueza das bolsas em Nova York e pela persistente rota de queda do petróleo no mercado internacional. 

Assim, as ações da Petrobrás devolveram os ganhos vistos durante a manhã e terminaram em queda de 0,51% (ON, com direito a voto) e 0,25% (PN, preferência no recebimento de dividendos), em linha com a fraqueza do petróleo no exterior.

Em meio a previsões de aumento na produção da commodity nos Estados Unidos, os contratos futuros fecharam em queda, pressionados também pelo ceticismo em relação à possibilidade de a Organização dos Países Organizadores de Petróleo (Opep) congelar a produção em setembro. O WTI para setembro, negociado na Nymex, fechou em queda de 0,58%, aos US$ 42,77 por barril, enquanto o Brent para outubro, negociado na ICE, em Londres, recuou 0,90% e encerrou o pregão a US$ 44,98 o barril.

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