Com inflação comedida, juro dos títulos dos EUA recua

A leitura dos dados econômicos divulgados esta manhã sugere que a inflação está contida nos Estados Unidos. Com isso, o Federal Reserve (o BC americano) provavelmente não precisará agir com mais agressividade, elevando os juros além do previsto e correndo o risco de estrangular a economia. Essa percepção estimula compras fortes de títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries), provocando a correlata queda em toda curva dos juros. O juro do papel de 10 anos cedia 0,79%, para 4,6954%, às 10h45 (de Brasília). O juro do título de 2 anos recua para 4,6618%. O índice de preços ao consumidor (CPI) de 0,1% em fevereiro nos EUA, que veio dentro da previsão, estimula o euro, que sobe 0,50%, para US$ 1,2126, de US$ 1,2077 antes da divulgação do índice, às 10h30. O dólar amplia a queda para a moeda japonesa, a 117,23 ienes. Os índices futuros do mercado acionário em Wall Street deram uma guinada. O S&P 500 sobe 0,25% e o Nasdaq 100 futuro, 0,35%. Além da inflação comedida, o dado do setor imobiliário - fonte de parte dos recursos usados para o consumo - se desacelerou abaixo do esperado, o que é bom para os preços do imóveis usados como garantia para os empréstimos norte-americanos. As obras iniciadas em fevereiro caíram apenas 7,9%, ante a previsão de declínio de 12,1%. O único ponto negativo foi o dado de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana até 11 de março, que subiu 5 mil. A mediana das previsões dos economistas ouvidos em pesquisa Dow Jones/CNBC era 295 mil pedidos, 8 mil a menos que na semana anterior. (Com informações da Dow Jones).

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