Com Ipiranga, Bovespa fecha em alta de 2,30%

A Bolsa de Valores de São Paulo operou de vento em popa durante o vencimento dos contratos de opções sobre ações, impulsionada pela alta firme do mercado norte-americano. O noticiário corporativo garantiu fôlego ao mercado internacional e também à Bovespa. Seu principal índice, o Ibovespa, avançou 2,30% e fechou aos 43.713 pontos, apenas um ponto abaixo da máxima do dia. A compra dos ativos da Petróleo Ipiranga pela Petrobras, Braskem e Grupo Ultra por um valor estimado de US$ 4 bilhões, a maior aquisição do setor privado brasileiro, ajudou a animar os negócios no Brasil. As ações da Braskem ocuparam desde cedo a liderança do ranking de maiores valorizações do Ibovespa, com ganho de 15,86%, com o terceiro maior volume financeiro do pregão. Petrobras PN (ação preferencial) avançou 2,19% e a ON (ordinária) subiu 1,56%, apesar da queda de 0,91% nas cotações do petróleo em Nova York. Ultrapar PN teve elevação de 5,70%. As ações ordinárias de Ipiranga Petróleo, que não fazem parte do Ibovespa, registraram valorização de 69,81%, a R$ 52,30, com os investidores mirando o tag along (direito que garante aos acionistas minoritários, no caso de venda do controle da companhia, as mesmas condições de oferta dadas aos controladores) de R$ 58,10. Já as ações preferenciais da Petróleo Ipiranga, que não têm essa prerrogativa, caíram 5,35%, a R$ 22,10, puxando as maiores perdas do Ibovespa. Nos EUA, o noticiário sobre fusões e aquisições nos setores petrolíferos e de saúde também alimentou as compras nesse primeiro pregão da semana. O índice Dow Jones, da Bolsa e Nova York, fechou em alta de 0,96% e o Nasdaq, da Bolsa eletrônica, registrou ganho de 0,92%. No Brasil, o Ibovespa oscilou entre a mínima de +0,01% e a máxima de +2,30%. O volume negociado totalizou R$ 4,29 bilhões, dos quais R$ 1,18 bilhão corresponderam ao exercício de opções sobre ações. A opção é um contrato que confere ao portador o direito de compra ou venda de um ativo a um preço predeterminado. O vencimento de opções é a data de validade desses contratos. A partir do dia seguinte, o detentor da opção não pode mais exercê-la.

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