André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Com leilão do Banco Central, dólar tem volatilidade

Após fechar ontem no maior patamar desde abril de 2005, dólar à vista não sustenta ganhos nesta sexta-feira

Renata Pedini, Agência Estado

12 Dezembro 2014 | 11h28

Depois de avançar 1,5% ontem, para R$ 2,65 - maior valor desde 1º de abril de 2005 -, o dólar à vista no balcão abriu em alta nesta sexta-feira, 12. Em meia hora, porém, perdeu força e virou para o negativo. A inversão coincidiu com o leilão diário de dólares no mercado futuro realizado pelo Banco Central. O BC também ampliou, para hoje, a oferta de moeda em leilões de linha, o que é fator de alívio. Ao mesmo tempo, o pessimismo com a economia brasileira em geral e fatores externos limita um recuo.

ÀS 9h27 o dólar à vista atingiu a máxima, em alta de 0,41%, cotado a R$ 2,662. Logo em seguida, após o leilão diário do Banco Central, às 9h39, o dólar à vista no balcão estava na mínima de R$ 2,648, queda de 0,11%.

Às 11h43, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 2,649, em queda de a 0,08%, mostrando volatilidade.

O BC decidiu ontem reforçar suas intervenções no câmbio diante da escalada do dólar, que pressiona ainda mais a inflação.

No exterior, os mercados de moedas refletem tensão com a queda dos preços do petróleo, dados da indústria chinesa abaixo do esperado e expectativas em torno da reunião de política monetária do Federal Reserve, que ocorre na semana que vem.

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