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Com medidas de estímulo do Japão, dólar chega a R$ 2,45 e Bolsa sobe

No exterior, a moeda dos Estados Unidos ganha força ante suas principais rivais após o Banco Central do Japão aumentar os estímulos à economia do país

Renata Pedini e Ana Luísa Westphalen, O Estado de S. Paulo

31 de outubro de 2014 | 11h11

O dólar estendeu na abertura dos negócios a queda da véspera, porém inverteu a direção ainda na primeira meia hora de negócios, com fatores internos e externos. No exterior, a moeda dos Estados Unidos ganha força ante suas principais rivais após o Banco Central do Japão (BoJ) aumentar os estímulos à economia do país. Internamente, dados negativos sobre as contas públicas do Brasil sustentam a pressão para cima. As operações também são influenciados pela formação da Ptax do fim de outubro.

Às 11h15, o dólar valia R$ 2,451, em alta de 1,57%. Na máxima cotação do dia até o horário o dólar chegou a R$ 2,452. Na abertura, foi cotado a R$ 2,4000 (-0,54%). 

A surpresa da decisão do Japão também impacta a Bolsa. O grande destaque do dia, porém, é a reunião do Conselho de Administração da Petrobrás, conduzida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A expectativa do mercado é de que seja definido um reajuste para os preços dos combustíveis, tema que estaria na pauta do encontro do conselho da estatal, que teve início por volta das 9 horas. No horário, o Ibovespa - principal índice do mercado acionário - subia 0,54%, aos 52.617 pontos.

A decisão do BoJ foi tomada dois depois de o Federal Reserve pôr fim ao programa que injetou bilhões na economia norte-americana desde 2008 e de o Banco Central do Brasil elevar de forma inesperada a Selic. O BC japonês aumentou o volume anual das suas compras de ativos para 80 trilhões de ienes, acima do intervalo de 60 trilhões de ienes a 70 trilhões de ienes até então e disse que tal política será mantida pelo tempo que for necessário para atingir a meta de inflação, de 2%. A alta de preços no país, também anunciada hoje e de 1% em setembro, contudo, reforçou o ceticismo quanto ao alcance de tal objetivo.

No Brasil, o Tesouro Nacional informou que o governo da presidente Dilma Rousseff passou a registrar um rombo nas suas contas em 2014. Com um déficit de R$ 20,399 bilhões nas contas em setembro, o resultado acumulado no ano passou de um superávit para um déficit primário de R$ 15,705 bilhões. É a primeira vez que isso ocorre desde 1997, quando teve início da série histórica.

O resultado torna praticamente impossível o cumprimento da meta de superávit primário para 2014, de R$ 80,774 bilhões, e da meta de R$ 99 bilhões para todo o setor público. O dado de setembro ficou abaixo da mediana dos analistas de mercado, de um valor negativo de R$ 12,9 bilhões e fora do intervalo das previsões coletadas pelo AE Projeções, que iam de um resultado negativo de R$ 9,100 bilhões a R$ 15,200 bilhões.

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