André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Com morte de Campos e cenário eleitoral incerto, Bolsa cai 1,5%

Morte do presidenciável trouxe volatilidade aos mercados diante das especulações sobre o rumo da campanha eleitoral; dólar subiu 0,13% e encerrou cotado a R$ 2,283

Economia & Negócios e Agência Estado - Texto atualizado às 17h28

13 de agosto de 2014 | 13h25

O noticiário político tomou conta do mercado financeiro nesta quarta-feira, 13. A morte do candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, trouxe forte volatilidade à Bovespa e ao dólar, levando a uma onda generalizada de vendas que "maltratou" sobretudo de Petrobrás. No momento da confirmação do falecimento do presidenciável, a bolsa local atingiu a mínima do dia, com queda de mais de 2%, enquanto o dólar chegou ao patamar de R$ 2,29. 

Ao longo do dia os investidores começaram a digerir a notícia, o que ajudou a diminuir um pouco as oscilações. Mesmo assim, a Bovespa encerrou com recuo de 1,53%, aos 55.581 pontos. Petrobrás PN caiu 5,15% e Petrobrás ON, 4,98%, entre as maiores quedas do índice. Já o dólar avançou 0,13% e encerrou cotado a R$ 2,283.

Segundo operadores, o pregão foi todo contaminado pelas dúvidas sobre como ficará o cenário eleitoral sem a presença de Campos, com o mercado na defensiva. Para José Roberto de Toledo, coordenador do Estadão Dados e colunista do Estado, a morte de Eduardo Campos tem potencial para revirar o cenário eleitoral e político do País.

A hipótese mais cogitada é de que a vice na chapa de Campos, Marina Silva, será agora a candidata. E isso pode levar a disputa para o segundo turno de fato, mas pode atrapalhar a candidatura de Aécio Neves. Segundo o diretor de pesquisas para mercados emergentes do Eurasia Group, Christopher Garman, caso Marina Silva se torne a candidata do PSB à Presidência, fica dividida a disputa da oposição para chegar ao Palácio do Planalto. 

Antes da tragédia, porém, o sinal de alta predominava na Bolsa brasileira, inspirada pelo desempenho positivo das bolsas norte-americanas. Os índices acionários em Nova York sustentaram o sinal de alta a tarde toda, e, no fechamento, o Dow Jones registrou +0,55%, aos 16.651,80 pontos, o S&P subiu 0,67%, aos 1.946,72 pontos, e o Nasdaq registrou valorização de 1,02%, aos 4.434,13 pontos. 

As vendas no varejo dos EUA em julho, piores do que o previsto, engrossaram o debate sobre a política monetária, ao sugerirem que os juros podem, de fato, como afirmou o Federal Reserve, ficar por mais tempo nos atuais níveis. As vendas ficaram estáveis em julho. Excluindo automóveis, subiram 0,1%. Economistas consultados pela Dow Jones Newswires previam alta mensal de 0,2% no resultado geral e de 0,4% excluindo automóveis.

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