Com queda das bolsas externas e petróleo, Bovespa cai

A semana começa com o Ibovespa - o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - dando prosseguimento ao ajuste a aversão ao risco que levou o mercado a registrar na semana passada desvalorização de 2,91%. Hoje, além da queda bolsas internacionais, as commodities em geral, incluindo o petróleo, estão devolvendo parte dos ganhos acumulados no ano até agora contribuindo para manter o clima de nervosismo. O Ibovespa abriu em baixa e, às 10h12, recuava 1,54%, aos 39.592 pontos, em dia de vencimento de opções. Na Europa, as bolsas voltam a registrar perdas superiores a 1%, pressionadas pelo receio de que o juro nos Estados Unidos continue subindo por conta dos sinais de pressões inflacionárias. A queda é puxada pelas mineradoras. As ações da BHP desabavam 5,1%, em Londres, após cederem 1,8% na Austrália. As ações da Rio Tinto perdiam mais de 6%, depois de caírem 4,3%, na Austrália. O preço do barril de petróleo chegou a cair 3% mais cedo e há pouco cedia 2,5%, tanto em Londres como em Nova York. Essa queda do petróleo coincide com a repercussão na Bolsa do balanço de Petrobras, que divulgou na sexta-feira à noite lucro de R$ 6,675 bilhões, equivalente a crescimento de 33% sobre os R$ 5,021 bilhões apurados em igual período de 2005. O número ficou 7,29% abaixo da média das cinco instituições financeiras consultadas pela Agência Estado, que era de R$ 7,2 bilhões. A queda do petróleo e o balanço da Petrobras podem tornar ainda mais especulativo o vencimento de opções sobre ações desta segunda-feira. Nos EUA, cautela continua sendo a palavra de ordem. O Nasdaq recuava 0,46% e o S&P 500 cedia 0,27%. O juro do título de 10 anos do Tesouro norte-americano operava em leve baixa, no nível de 5,18% ao ano. A expectativa desta manhã gira em torno da divulgação dos dados de fluxo de capitais de e para os EUA em março. As previsões apontam para uma entrada líquida entre US$ 75 bilhões e US$ 80 bilhões. Esse tom de cautela deve prevalecer pelo menos até quarta-feira, quando sai o índice de preços ao consumidor (CPI). Antes disso, amanhã, sai o índice de preços ao produtor (PPI) e produção industrial de abril. A Bolsa deve reagir hoje ainda aos balanços da Embraer e do Banco do Brasil. A Embraer anunciou na sexta-feira à noite resultado abaixo das expectativas. O lucro líquido da empresa caiu 63%, para R$ 86,9 milhões, e ficou 51% abaixo do previsto pelos analistas, que esperavam, em média, lucro de R$ 179 milhões no período. O Banco do Brasil, por sua vez, anunciou hoje cedo lucro líquido de R$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre, o que representa um crescimento de 142,9% ante mesmo período do ano passado (R$ 965 milhões). O resultado ficou muito acima das projeções de cinco corretoras ouvidas pela AE que apontavam lucro de R$ 1,592 bilhão, com expansão de 32% em relação ao primeiro trimestre do ano passado (R$ 1,205 bilhão). Termina hoje o prazo para as empresas brasileiras divulgarem balanço do primeiro trimestre do ano. Bradespar, Celesc, Sabesp estão entre as companhias que deixaram para o último dia a divulgação do balanço.

Agencia Estado,

15 de maio de 2006 | 10h15

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