Com queda menor da Selic, dólar fica cada vez menos atraente

A sinalização do Banco Central de que a taxa básica de juros pode cair com menor vigor a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Selic) deve desestimular ainda mais as aplicações em câmbio, mesmo para os investidores conservadores que avaliam essa aplicação como estratégia de diversificação. ?Se o Banco Central adotar o ritmo de corte de 0,5 ponto, o câmbio vai romper a casa de R$ 2 e chegará a R$ 1,8?, aposta o presidente da Coteminas, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e filho do vice-presidente da República, José Alencar, Josué Gomes da Silva. O empresário avalia que as compras de moeda estrangeira realizadas diariamente pelo Banco Central não têm efeito sobre o preço da moeda, mas operadores do mercado têm dito que as intervenções, pelo menos, estão segurando uma queda mais intensa da cotação do dólar. Analistas do mercado financeiro, no entanto, estão mais reticentes em apostar numa queda mais intensa, pelo menos neste mês. A última pesquisa Focus apontou projeção média de R$ 2,10 par ao dólar no final deste mês, ante previsão anterior de R$ 2,12. As estimativas de câmbio para o final do ano estão em torno de R$ 2,20.

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