Com Vale, Petrobras e OGX, Ibovespa perde fôlego

O Ibovespa fechou em alta de 0,11%, mas ficou novamente abaixo dos 50 mil pontos (49.921,88)

Eulina Oliveira, da Agência Estado,

29 de agosto de 2013 | 18h13

O Índice Bovespa (Ibovespa) interrompeu a sequência de quedas verificadas nas últimas três sessões e abriu esta quinta-feira, 29, em alta, chegando a atingir máxima de 1,39%, com o arrefecimento do temor de uma ação militar na Síria. Entretanto, as quedas de Vale, Petrobras e OGX pesaram sobre o Ibovespa. Além disso, à tarde, as preocupações em relação à Síria se elevaram, novamente, com a convocação de uma teleconferência de funcionários do governo dos Estados Unidos com parlamentares norte-americanos sobre as descobertas do serviço de espionagem naquele país. Diante da informação, o principal índice da BM&FBovespa perdeu fôlego, ficando, novamente, abaixo dos 50 mil pontos.

O Ibovespa fechou em alta de 0,11%, aos 49.921,88 pontos. Na máxima, atingiu 50.557,90 pontos (+1,39%) e, na mínima, 49.845,00 pontos (-0,04%). O giro financeiro foi de R$ 6,04 bilhões. Os dados são preliminares. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,11% e o S&P 500, +0,20%.

Vale ON caiu 2,41% e PNA, -1,44%, na lista de maiores quedas do Ibovespa, que também contou com Petrobras PN, com -1,52%. Já Petrobras ON cedeu 1,24%, na cotação mínima de R$ 15,97. De acordo com o estrategista Luis Gustavo Pereira, da Futura Corretora, as ações da Vale devolveram parte da recente alta acumulada. Pereira ressalta que o papel PNA perdeu um suporte importante, de R$ 30,85 (fechando a R$ 30,80). "Isso sinaliza que podem ocorrer mais quedas no curto prazo", acrescenta.

As ações da Petrobras, por sua vez, ainda sofrem com a falta de definição sobre um reajuste dos combustíveis. Nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que "não está dito que não vamos fazer reajuste de combustível". Após ser questionado, Mantega disse: "Agora não estou anunciando nem que vai ter (reajuste), nem que não vai ter, muito pelo contrário".

Mas a OGX é que mais uma vez liderou as quedas do Ibovespa, com -12,28%, cotada a R$ 0,50. Os papéis reagiram ao fluxo de notícias negativas sobre a empresa e à venda de ações por parte do controlador, o empresário Eike Batista. A OGX anunciou nesta quinta que Eike alienou pelo menos 49,806 milhões de ações da companhia no pregão desta quarta-feira, 28. O montante corresponde a 1,54% do capital social total da OGX.

Já o setor financeiro operou com ganhos em meio à divulgação de dados favoráveis de crédito pelo Banco Central (BC), além do aumento da taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 porcentual, para 9% ao ano, decidido nesta quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Banco do Brasil (BB) avançou 2,22%, Bradesco PN, +1,50%, Bradesco ON, +1,46%, Itaú Unibanco, +0,89% e Santander, +0,91%.

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