Commodities têm forte queda com incerteza na Europa

O cobre foi penalizado, enquanto o outro confirma papel de porto seguro dos investidores

Gerson Freitas Jr., da Agência Estado,

27 de abril de 2010 | 15h28

Os mercados de commodities registraram perdas expressivas hoje, influenciados pela reação dos investidores ao rebaixamento dos ratings de crédito soberano de Portugal e Grécia pela agência de classificação de risco Standard & Poor's.

 

As preocupações com a situação fiscal da Grécia minaram o euro, que sofreu forte desvalorização em relação ao dólar e ao iene. Esse movimento é prejudicial para as commodities denominadas em dólar, que, na prática, ficam mais caras para compradores que usam outras moedas.

 

"A paciência dos mercados quanto a um sólido pacote de resgate à Grécia está se esgotando", afirma Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics and Consulting.

 

As idas e vindas das autoridades da zona do euro fizeram crescer a desconfiança do investidor depois que representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia encontraram-se em Atenas para fechar os detalhes sobre o socorro de 45 bilhões de euros para a Grécia.

 

Commodities mais sensíveis às oscilações econômicas, como petróleo e cobre, já eram afetadas pela percepção de que o governo da China vai atuar no sentido de conter o crescimento acelerado do país, uma das principais fontes de demanda para várias commodities.

 

Por volta das 14h40, o índice Reuters-Jefferies CRB, referência mundial das commodities, caía 1,76%, para 273,48 pontos. O petróleo negociado no mercado eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) era negociado em baixa de 1,3%, a US$ 85,34 por barril, nos contratos com vencimento em julho. Na Comex, divisão de metais da bolsa nova-iorquina, o cobre para julho desabou 4,66%, para US$ 3,3825 por bushel.

 

O cobre foi particularmente afetado pela desconfiança dos investidores. Os preços da commodity vinham subindo nas últimas semanas diante da expectativa de recuperação da economia global, com impacto positivo na construção civil.

 

Já o ouro, considerado um porto seguro em períodos de incerteza, está em alta. Na Comex, os contratos para junho eram, há pouco, registravam valorização de 0,71%, cotados a US$ 1.162 por onça-troy.

 

As commodities agrícolas também estão em baixa nas bolsas americanas. Na ICE Futures, de Nova York, o açúcar para entrega em julho operava em queda de 3,1%, cotado a 15,36 cents/lb. Na Bolsa de Chicago (CBOT), a soja para julho era negociada a US$ 9,97 por bushel, uma perda de 1,2%. Café (-1,4%), cacau (-0,7%), algodão (-0,7%), milho (-1,4%) e trigo (-0,7%) também estavam no vermelho. Com informações da Dow Jones. 

 

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