Conef: orçamentos de 2015 saem só após eleições

O cenário nebuloso da disputa eleitoral e as incertezas sobre o futuro da economia brasileira estão fazendo com que as empresas adiem o fechamento do orçamento para 2015 e planos de médio e longo prazo. "Eu só sei que 2015 vai ser um ano muito difícil. Mas só vamos fazer o orçamento para o período, depois de decididas as eleições", declarou o CFO da Localiza, Roberto Mendes, no XXV - Congresso Nacional de Executivos de Finanças (Conef), promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF).

PEDRO FAVARO JUNIOR, Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2014 | 12h48

O diretor superintendente da Fiat Finanças Brasil e do Banco Fiat, Gilson de Oliveira Carvalho, informou que a companhia tem a mesma decisão que a Localiza e completou: "Mais do que esperar definir a eleição, vamos aguardar a nomeação de quem será o novo Ministro da Fazenda. Mas fazemos sempre o exercício dos três cenários: o otimista, o pessimista e o neutro e eles estão sempre sendo atualizados."

Já a Cemig está, nesse momento, fechando seu orçamento de 2015 e plano estratégico para os próximos 30 anos. Seu CFO, Luiz Fernando Rolla, admite que não é uma tarefa fácil. "Passamos pela fase da avaliação de cenários. Levantamos pelo menos 15 e a atualização deles é quase semanal. A instabilidade do ambiente econômico e político é bem complicada, porque o executivo acaba tendo que centrar mais trabalho em redução de custos e melhorias operacionais", declarou.

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