Confiança do consumidor faz ações subirem em NY

O índice S&P 500, do mercado acionário de Nova York, segue em alta, a exemplo do índice Dow Jones, repercutindo os dados que mostraram uma melhora mais acentuada da confiança dos consumidores norte-americanos, em virtude da queda dos preços da gasolina, o que atenua as preocupações sobre a economia norte-americana. O Dow Jones e o S&P 500 subiam 0,32%. Já o índice Nasdaq, da Bolsa eletrônica, cedia 0,02%, pois era limitado por ter registrado ontem um desempenho mais vigoroso. A Conference Board informou que o índice de confiança do consumidor de setembro subiu para 104,5. A mediana das previsões de 23 economistas ouvidos pela Dow Jones era de melhora do índice para 104,0 em setembro. O nível da confiança de 99,6, em agosto, foi revisado em alta, para 100,2. Paralelamente, o índice de atividade industrial regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Richmond subiu de 3 em agosto para 9 em setembro. Tradicionalmente considerado um indicador secundário, o dado teve sua importância ampliada após o índice de Filadélfia, divulgado na semana passada, ter indicado um forte esfriamento da atividade na região. "Os investidores gostaram do fato de a confiança ter melhorado, mas também ficaram satisfeitos com o relatório mostrando que os consumidores não estão planejando gastar acima dos níveis de seus rendimentos, o que é uma boa notícia para o Fed", comentou o estrategista-chefe de investimentos da PNC Advisors, Jeffrey Kleintop. Mergulhando nas minúcias, o relatório mostrou que o percentual de consumidores que pretendem comprar carros, casas e grandes eletrodomésticos caiu em setembro, na comparação a agosto. O percentual daqueles que pretendem comprar automóveis caiu de 6,9% para 6,1%, enquanto o número de consultados que planejavam comprar eletrodomésticos de grande porte caiu de 33,9% para 27,3%. Paralelamente, o relatório apontou ainda que as expectativas quanto à inflação para o próximo ano caíram de 5,5 para 4,9 em setembro, o que correspondeu ao menor nível desde março. O setor imobiliário seguia no foco, com os investidores digerindo notícias da Lowe´s, especializada em produtos para melhorias domésticas, e da construtora Lennar. A Lennar anunciou que seu lucro anual deve ficar abaixo de suas estimativas anteriores, avaliando que a disposição de compra de seus clientes foi afetada pelos custos mais elevados de energia. Mesmo assim, o papel da empresa recuperava as perdas do pré-mercado e subia 1,2%. Os papéis da Lowe subiam 0,7%. Durante o encontro anual com analistas, o diretor financeiro da companhia, Robert Hull, afirmou que o típico cliente de produtos para melhorias domésticas diminuiu, claramente, seus gastos. Mas, segundo os padrões históricos de vendas, o executivo disse que não "estamos vivendo o dia do juízo final" sugerido por alguns cenários. O petróleo para novembro subia 0,73%, para US$ 61,90 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).

Agencia Estado,

26 de setembro de 2006 | 13h30

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