Confisco que afeta Petrobras está mantido, diz ministro

O novo ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, afirmou hoje que o congelamento da medida de confisco das refinarias negociado entre o presidente boliviano em exercício, Alvaro Garcia Linera, e o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, foi um "parêntese" para permitir a negociação com a Petrobras. "A decisão (de congelar a medida) foi fazer um parêntese, não para não aplicá-la, senão fundamentalmente para gerar condições auspiciosas para a negociação com Petrobras", declarou o ministro. Ele garantiu que os recursos oriundos da comercialização de derivados produzidos pelas refinarias da Petrobras serão do governo boliviano. "Quero ratificar que, como insumo e como produto, o petróleo será dos bolivianos. Mas quero assinalar: a resolução ministerial promulgada por Andrés (Soliz Rada, ex-ministro dos Hidrocarbonetos) não se anulou. A decisão fundamental de toda a equipe de hidrocarbonetos foi congelar a resolução, não anulá-la", disse Villegas. Segundo ele, a Petrobras não "dobrará a mão" do governo boliviano, porque "a resolução se aplicará".

Agencia Estado,

18 de setembro de 2006 | 14h32

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