Conflito na Ucrânia deixa petróleo sem direção

Os contratos futuros de petróleo operam sem direção única nesta quinta-feira, divididos entre os novos riscos geopolíticos gerados pela intensificação dos conflitos na Ucrânia e a expectativa de que as exportações da Líbia sejam retomadas em breve.

Agencia Estado

17 de abril de 2014 | 08h54

O aumento das tensões na Ucrânia, onde um confronto entre manifestantes pró-Rússia e militares do exército ucraniano deixou hoje três mortos e 13 feridos, sustentou a alta dos preços do petróleo negociado em Nova York.

Mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, acusou o governo ucraniano de cometer "um crime grave" ao enviar tropas para enfrentar civis na Ucrânia oriental. Kiev, por sua vez, afirma que os russos enviaram agentes para a região com o objetivo de fomentar os distúrbios.

Os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e União Europeia estão reunidos nesta manhã em Genebra para tentar encontrar uma solução diplomática entre russos e ucranianos.

Por outro lado, a Líbia pode voltar a exportar petróleo pela primeira vez em meses, após um longo período de disputa entre o governo da Líbia e forças rebeldes que ocupavam terminais de petróleo no leste do país desde meados do ano passado. Segundo analistas da JBC Energy, o primeiro embarque da commodity pode ocorrer ainda hoje, o que pressionou os preços dos contratos futuros em Londres diante do provável aumento da oferta líbia.

Às 8h15 (de Brasília), o brent para junho caía 0,21%, a US$ 109,37 por barril, na plataforma eletrônica ICE, enquanto na Nymex, o contrato para maio avançava 0,10%, a US$ 103,86 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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