Consórcio projeta construir usina por menos de R$ 19 bi

Segundo presidente do Norte Energia, Plano Básico Ambiental deverá ser apresentado em cerca de 6 meses

Gerusa Marques, da Agência Estado,

20 de abril de 2010 | 18h23

O presidente do consórcio Norte Energia, vencedor do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, José Ailton de Lima, disse nesta terça-feira, 20, que pretende construir a usina a um custo menor do que os R$ 19 bilhões estimados pelo governo para o empreendimento. "Meu orçamento é menor, vou fazer a obra mais barata", afirmou Lima, que também é diretor da Chesf, subsidiária da Eletrobras que possui participação de 49,98% no consórcio.

 

Ele não quis revelar, no entanto, por quanto construirá a usina. "É uma obra muito grande, que traz vantagens enormes para os empreendedores", limitou-se a dizer. Lima explicou que a Eletronorte entrará como sócia estratégica no consórcio, mas a participação da estatal estará dentro do porcentual de 49,98% da Chesf. Ele não soube dizer essa fatia seria de 35%, como vem sendo especulado no mercado.

 

O presidente do consórcio vencedor de Belo Monte disse ainda que vem mantendo contatos com fornecedores de equipamentos internacionais, mas não confirmou qual a nacionalidade desses grupos.

 

Segundo Lima, o consórcio deverá levar cerca de seis meses para apresentar o Plano Básico Ambiental, peça necessária para a obtenção da licença de instalação que será emitida pelo Ibama. Somente com essa licença em mãos é que o consórcio poderá dar início à obra de construção da usina. De acordo com o executivo, o plano básico ambiental é um documento completo, onde precisa estar detalhado todos os condicionantes exigidos pelos órgãos ambientais nesse projeto.

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