Construção civil deve puxar NY para cima na abertura

As bolsas norte-americanas devem abrir o último pregão da semana em leve alta, sinalizam os índices futuros. Wall Street começou esta sexta-feira, 16, de mau humor, com os futuros em queda, mas dados melhores que o previsto do setor de construção ajudaram a levá-los para terreno positivo. Às 10h20 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones ganhava 0,05%, o Nasdaq subia 0,14% e o S&P 500 avançava 0,16%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

16 de maio de 2014 | 10h37

A sexta-feira começou com dados sobre o setor imobiliário, segmento que tem sido acompanhado de perto pelos investidores e economistas depois da desaceleração recente nas vendas de imóveis e nos investimentos. A própria presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen, expressou preocupação com o segmento em uma apresentação no Congresso na semana passada.

Os números de hoje, porém, vieram melhores que o esperado e mostraram que as construções de moradias iniciadas em abril subiram 13,2% na comparação com março. A expectativa era de expansão de 3,1%. Além disso, a permissão para novas obras subiu 8%, também acima do previsto.

Após a abertura do mercado, às 10h55 (de Brasília), será divulgado o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, com dados preliminares de maio. O Bank of America Merrill Lynch espera alta do indicador, subindo de 84,1 em abril para 85 este mês. A melhora do mercado de trabalho em abril, com criação de vagas acima do esperado, deve ajudar a aumentar a confiança dos agentes. Por outro lado, a alta do preço do gás e os salários estagnados devem pesar negativamente, escreve o economista-chefe do BoFA, Ethan Harris, em um relatório a clientes.

Além dos indicadores, o presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, que este ano não vota nas reuniões de política monetária, tem uma apresentação às 12h50 (de Brasília). A última vez que o dirigente fez uma apresentação foi no começo de abril, quando destacou os dados de emprego sugeriam que a economia norte-americana estava voltando aos trilhos. Ontem à noite, Yellen ressaltou que os EUA ainda têm um caminho a percorrer antes de atingir uma recuperação saudável.

Além da reação aos indicadores e à apresentação de Bullard, o estrategista de renda variável da Schaeffer''s Investment Research, Tony Venosa, destaca que o pregão hoje pode ter volatilidade adicional, por causa do vencimento de opções.

No noticiário corporativo, o destaque de alta no pré-mercado era o papel da rede de varejo J.C. Penney, que subia 17%, depois de registrar ganho de 21% durante a manhã. A empresa, que está em processo de reestruturação, divulgou resultados trimestrais acima do previsto ontem à noite. No trimestre, o prejuízo foi de US$ 352 milhões. Apesar de maior que a perda de US$ 348 milhões do mesmo período do ano passado, o resultado veio melhor que o esperado. Mas o destaque foi a expansão de 6,2% nas receitas, enquanto outras concorrentes tiveram números mais fracos. Os analistas de varejo da corretora Sterne Agee destacam em um relatório a investidores que o balanço alivia as preocupações de que a J.C. tivesse que entrar com um pedido de falência ou fosse precisar levantar mais capital.

No setor farmacêutico, a Abbot Laboratories anunciou a compra da chilena CFR Pharmaceuticals por US$ 2,9 bilhões. A aquisição vai ampliar a presença da norte-americana na América Latina, sobretudo em países como Peru, Colômbia e Argentina, segundo o Wall Street Journal. No pré-mercado, a ação da Abbot subia 0,92%.

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